Uma dica essencial para professores

Educação
agosto 3, 2013

Nos últimos tempos, tenho me preocupado bastante com o preparo dos alunos que são leitores dos sites de Língua Portuguesa que administro ou naqueles em que apenas produzo conteúdo. Estando em sala de aula há mais de 10 anos, vejo que a qualidade dos que ensinam e dos que aprendem está, até certo ponto, estagnada. Isso é consequência direta dos investimentos em material humano e em material de apoio para aqueles que ainda acreditam na educação como melhor forma de alavancar o progresso pessoal e do país. Um dos pontos em que mais isso é visto é na avaliação dos alunos. Todo o processo culmina nela e as decisões são feitas a partir delas também, por isso fica uma pergunta: como é que os alunos [e o processo] deve ser avaliado.

[epico_capture_sc id=”4472″]

Algumas pequenas considerações sobre avaliação

A avaliação deve funcionar como instrumento que possibilite ao professor analisar criticamente sua prática educativa e, por outro lado, como instrumento que apresente ao aluno a possibilidade de saber sobre seus avanços, dificuldades e possibilidades. Nesse sentido, deve ocorrer durante todo o processo de ensino-aprendizagem, e não apenas em momentos específicos caracterizados como fechamento de grandes etapas de trabalho.

A concepção de avaliação para alguns professores, principalmente, de português ainda está relacionada aos exames, às provas escritas de interpretação ou gramática e à “redação para nota”. Alguns ainda não permitem que os alunos reescrevam essa redação.

Diferentemente da avaliação, o exame é pontual e se interessa pelo que está acontecendo no momento; é classificatório, ou seja, tem como foco a nota; e é seletivo, o que induz à punição, e não à promoção do aluno. Certamente, os instrumentos utilizados nos exames podem ser usados na avaliação, mas com o objetivo de ajudar o professor na tomada de decisões, para melhorar o processo de ensino-aprendizagem e incluir o aluno nele. Por isso, a retomada pelo aluno, após a intervenção do professor como orientador de qualquer atividade, é fundamental nesse processo.

Queria lembrar vocês que, na avaliação, os testes gramaticais não devem se sobrepor às atividades de interpretação e produção textuais, uma vez que, no texto do aluno, podem-se identificar e avaliar quais recursos discursivos e linguísticos foram empregados para se produzir determinado gênero. Se o professor estiver preocupado em distinguir esses recursos, terá melhores condições de avaliar o grau de coerência, coesão, clareza, concisão, segundo o maior ou o menor domínio dos elementos de referência, dos operadores argumentativos, da adequação do tempo verbal, da pontuação e de outros conteúdos “mais gramaticais”.

Com essa atitude para avaliar os alunos, o professor deve considerar que a nota de uma prova nunca é o único resultado de uma avaliação pontual. Como o texto é a base dos estudos linguísticos, a avaliação também precisa ser abrangente para contemplar todas as atividades exercidas pelo aluno na reconstrução dos sentidos do texto, nas atividades de investigação, análise, síntese, reescrita e outras, sejam elas orais ou escritas.

[epico_capture_sc id=”4472″]

You Might Also Like

No Comments

Leave a Reply