Peixes ideais para receitas

Receitas
fevereiro 22, 2013

Por seu valor nutritivo e sabor agradável, eles são bastante apreciados, podendo ser preparados de várias maneiras, sempre com sucesso.

Peixes pequenos são os de água doce ou salgada que medem até 25 cm de comprimento. Em geral, têm sabor forte, bom teor de gordura e custam menos que os peixes médios ou grandes. A pesca de muitos deles ainda é feita de forma rudimentar, razão pela qual não são facilmente encontrados à venda. Entre os de água salgada, os mais comuns são manjuba, sardinha, cavalinha, pescada miúda e agulha. Entre os de água doce, lambari e mandi.

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DELÍCIAS QUE VÊM DO MAR

Manjuba — É, provavelmente, o menor dos peixes de água salgada. Mede cerca de 5 cm, tem cor prateada, corpo alongado e fino e, de cada lado, uma listra central, mais escura. Para limpar a manjuba, deve-se abri-la na parte inferior, do orifício anal até quase a cabeça, com uma faca pontuda e afiada, retirando totalmente as vísceras. Não é preciso deixá-la de molho em temperos, pois poderiam prejudicar seu sabor delicado. A melhor maneira de preparar a manjuba consiste em passá-la pela farinha de trigo, milho, rosca ou em fubá grosso e fritá-la em gordura quente. É ótima para acompanhar aperitivos à base de aguardente. A manjuba é rica em proteínas e cálcio (localizado na cabeça e nas espinhas).

Sardinha — Fresca, é talvez a fonte de proteína animal mais barata de que se pode dispor nas cidades. Conforme o tipo, o tamanho da sardinha varia de 7 a 20 cm. Quando boa para consumo, apresenta pele brilhante, ventre achatado e cheiro não muito forte. As pequenas podem ser comidas com cabeça e espinhas. Para tirar suas escamas, deve-se usar uma faca fina, passada quase horizontalmente contra o peixe. Se a sardinha for grande, deve ser aberta do orifício anal às guelras, para limpeza. Os tipos miúdos se prestam a fritura, bastando temperá-los com temperos comuns e passá-los em farinha de trigo, antes de fritá-los. As maiores ficam excelentes em escabeches, ensopadas ou abafadas em panela de barro com batatas e cebola, regadas com azeite de oliva. Além de proteína a sardinha contém sais minerais, cálcio, gorduras e vitaminas.

Cavalinha — Não possui escamas. Quando boa para consumo, deve ter pele brilhante, carne rija e elástica que não apresente marcas quando pressionada. Para limpeza, é preciso abri-la ao longo do ventre e remover as vísceras e o filete de sangue que acompanha a espinha dorsal. Seu valor nutritivo é bastante alto: contém proteínas, gorduras, fósforo, cálcio, ferro, cobre e vitaminas A, B e D.

Pescada miúda — Também conhecida como pescadinha, tem carne delicada e branca. A limpeza de suas escamas deve ser feita com faca pouco afiada, para evitar que se rompa a pele. Para retirar as vísceras, abrir a pescadinha pelo ventre. Pobre em gorduras, fácil de ser digerida, é indicada para regimes de emagrecimento e também para pessoas de aparelho digestivo delicado. Agulha — De corpo estreito e fino, sua forma lembra a de um peixe-espada. Não tem escamas, mas muitas espinhas. Limpa-se a agulha da mesma forma que os demais peixes miúdos, sem cuidados especiais. É rica em proteínas e cálcio.

PEIXES DE ÁGUA DOCE

Lambari — Existem muitos tipos de lambari, mas a variedade mais conhecida é o prateado, de forma ovalada, com cauda e nadadeiras vermelhas ou amarelo-forte. Limpa-se e prepara-se o lambari de forma semelhante à manjuba.

Mandi — Este peixe também se chama bagrinho-de-rio. Tem o corpo prateado, sem escamas, e sua carne é delicada. Presta-se muito bem para escabeches ou frituras. Pode ser preparado com ou sem a cabeça.

Existem várias maneiras de valorizar os peixes:

  1. Quando se junta um pouco de sal à gordura, os peixes fritos ganham uma cor mais dourada.
  2. Algumas   gotas  de  suco  de limão, pingadas no óleo da fritura, acentuam o sabor do peixe.
  3. Suco de limão, usado como tempero, ameniza o cheiro do peixe, além de deixar sua carne mais rija.
  4. O molho deve apenas realçar o gosto do peixe. Por isso, não convém usá-lo em grande quantidade, seja de que tipo for. Muito nutritivo, o peixe deveria, sempre que possível, fazer parte da alimentação não só das crianças como também dos adultos.

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