Origens e tratamento da magreza

Saúde e Beleza
setembro 13, 2012

Alimentação inadequada e distúrbios glandulares, como da tireoide e hipófise, são algumas das causas da magreza excessiva.
As pessoas quase nunca estão satisfeitas consigo mesmas, particularmente com sua silhueta. Prova é que, enquanto os indivíduos obesos tentam emagrecer por todos os meios, os magros estão preocupados em engordar. O fato é que as pessoas buscam formas milagrosas de ter o corpo perfeito (segundo o padrão ditado pela moda) e se esquecem, muitas vezes, da saúde.

MAGREZA NÃO SIGNIFICA DOENÇA

A magreza é uma condição física própria do indivíduo que pesa menos do que deveria, considerando-se sua idade, sexo e altura. Vários podem ser os fatores que influenciam esse tipo de constituição física, e, na maioria das vezes, a magreza não é doença ou sinal de doença, mas uma característica pessoal do indivíduo, comparável a ter olhos claros, escuros, ser baixo ou alto. As pessoas que se enquadram neste tipo, apesar de terem aspecto frágil, podem ser fortes e saudáveis, não necessitando de nenhum tratamento, a não ser que, por motivos estéticos, queiram engordar.
Geralmente são as pressões de amigos e familiares que levam os magros a um regime de aumento de peso. No entanto, a preocupação de engordar, apenas para agradar, pode gerar conflitos interiores altamente prejudiciais. A pessoa magra por natureza deveria entender melhor sua situação física; ela deve ser aceita como é, e não serão alguns quilos a mais que a tornarão mais inteligente ou simpática.
Aceitando as pressões, tentando engordar e não conseguindo, a falta de peso pode trazer angústia e complexos para a pessoa magra; mas quanto à saúde não há com que se preocupar, a não ser que o peso diminua ainda mais e existam outros sintomas — falta de apetite, diminuição de capacidade intelectual e de trabalho ou cansaço frequente.

FATORES INTERNOS E EXTERNOS DA MAGREZA

Quando uma pessoa começa a perder peso, vários são os fatores que podem causar a magreza:

1) Fatores externos — A alimentação deficiente ou inadequada — que às vezes é provocada por uma mudança nos  hábitos  alimentares — é, sem dúvida, uma das razões mais frequentes da magreza causada por fatores externos (ou magreza exógena): sem proteínas, os músculos tornam-se flácidos e fracos e as gorduras     são,     invariavelmente, “queimadas” para atender às necessidades  do  organismo  que  tenta, assim, manter o seu equilíbrio. Ao mesmo tempo, o mau hábito alimentar leva, muitas vezes, à falta de apetite (ou anorexia), que é também sintoma de muitas doenças. A magreza   determinada  pela  falta  de alimentação     adequada     também pode  causar  distúrbios cardíacos: com o sangue pouco oxigenado, o coração é obrigado a se redobrar na tarefa de alimentar as diversas partes do corpo, o que nem sempre é feito satisfatoriamente. Assim, ele aumenta o número de contrações para superar a deficiência sanguínea, chegando ao eretismo cardíaco. Sem  que  haja doença cardiovascular, o coração e artérias são animados por fortes batimentos que chegam a ser percebidos através da pele.
Dentes mal tratados, inflamações na boca, dores na garganta, dificuldade para engolir, tumores que impedem a passagem do alimento pelo tubo digestivo, enfim, tudo o que prejudica a mastigação e a digestão pode ser agente causador da magreza exógena.

2)  Fatores internos — Enquanto a maioria dos casos de obesidade é devida a perturbações glandulares,
o mesmo nao acontece com a magreza. No entanto, há casos em que as pessoas são magras por problemas com suas glândulas. Isso pode ocorrer com o mau funcionamento da tireoide (glândula de secreção interna situada na frente da laringe), hipófise (glândula de funções múltiplas situada no cérebro), glândulas sexuais, etc. Nesses casos, a magreza vem acompanhada de outros sintomas, que obrigam o paciente a procurar um especialista. É a magreza que vem de dentro para fora (ou magreza endógena) e que precisa ter suas causas combatidas para evitar maiores problemas.

CONTROLE DO MÉDICO PARA ENGORDAR

Toda pessoa que quer engordar deve, antes de mais nada, procurar a orientação de um médico. Seja a magreza causada por fatores exógenos ou endógenos, ele orientará o tratamento para sanar a causa. Muitas vezes, verminoses intestinais levam o indivíduo a perder peso.
Mas se a pessoa for magra por natureza, o primeiro passo do médico será pesquisar a infância do cliente. A preocupação, então, é saber se a dentição foi normal, se andou na época certa, se teve muitas doenças, etc. As respostas indicarão ao médico possíveis carências qualitativas de alimentação na infância. Depois disso, o médico considerará a atividade muscular, o peso, altura, idade e clima em que vive o paciente, para depois estabelecer um programa de tratamento e, inclusive, uma dieta.
Os alimentos são transformados no organismo desde o momento em que são engolidos. É um conjunto de transformações a que se dá o nome de metabolismo. Cada pessoa tem um tipo característico de metabolismo, e a dieta deve estar adequada a ele. O regime ideal para um lenhador, por exemplo, pode tornar um escriturário excessivamente gordo, porque os esforços físicos de um e outro são diferentes.
O médico deve sempre levar em consideração, ao prescrever uma dieta, o fato de que com o tempo o organismo se adapta a um determinado nível calórico e que refeições mais completas não são digeridas
facilmente de um momento para outro. Através de estimulantes do apetite, ele faz com que o organismo do cliente seja reeducado para um outro tipo de necessidade alimentar que dê mais peso.
Além da dieta, existem outros fatores que ajudam a engordar:

  1. praticar esportes e fazer ginástica para desenvolver os músculos e estimular o metabolismo.
  2. No caso de fumante, convém diminuir ou abandonar o cigarro, pois o fumo tira o apetite.
  3. A alimentação deve ser feita no mínimo três vezes por dia, em refeições bem divididas e dentro de horários fixos.
  4. Se possível, é bom que a pessoa descanse alguns minutos durante o dia nos intervalos de trabalho. As horas de sono não devem variar muito de um dia para o outro.

NA INFÂNCIA O MELHOR AUXÍLIO

Uma criança com bons hábitos alimentares não terá problemas de peso quando for adulta. Daí, a necessidade de estarem as mães bem informadas sobre o tipo e a forma de alimentação que os filhos precisam na primeira infância. A falta de vitamina D, por exemplo, leva ao raquitismo. Os alimentos comuns da criança (leite, gema de ovo, legumes) são carentes em vitamina D. Para satisfazer as exigências do organismo infantil, esta vitamina deve ser dada sob forma de medicamentos — o óleo de fígado de bacalhau é o mais conhecido. Mas, para que o organismo absorva a vitamina D, é preciso a ajuda dos raios ultravioleta do sol da manhã e do fim da tarde.
Depois, com os filhos maiores, uma mãe deve fazer com que os pratos sejam apresentados de maneira visualmente atraente. Um prato bonito e colorido funciona como estimulante do apetite.
Mas é importante deixar de lado a ideia de que comer exagerada e indiscriminadamente resolve o problema. É verdade que o excesso de alimentos engorda, mas poderá estar apenas dando uma falsa impressão de saúde, se a dieta não for bem combinada em calorias, proteínas, vitaminas e sais minerais.

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