Móveis Luís XV – estilo e modelos

Decoração
fevereiro 22, 2013

O estilo dos móveis é um aspecto que pode definir toda a maneira de viver de uma época.

Assim o estilo Luís XV, rico e refinado, mostra o fausto e o luxo que cercavam a corte francesa. Peças autênticas só existem nos museus de decoração e em casa de colecionadores.

Na corte francesa, cada vez que um novo rei subia ao trono, era comum que modificasse seus palácios, encarregando decoradores de criarem novos estilos de móveis que recebiam o nome do monarca que o encomendara. Um estilo conhecido — e usado ainda dois séculos depois de ter sido idealizado — é o Luís XV, criado no século XVIII.

Para se reconhecer uma peça autêntica deste estilo, deve-se considerar que suas características principais são a forma, sempre curva e suave, o material (madeira natural ou pintada de dourado) e os entalhes de desenhos na madeira, feitos em mármore, bronze ou madrepérola. Para o acabamento, podiam ser usados a laca da China ou o verniz Martin.

DETALHES DO ESTSLO

Os desenhos aplicados formam composições decorativas com motivos de vasos de flores, cenas bucólicas, guirlandas e buques, geralmente emolduradas por outros desenhos de folhagens entrelaçadas, pássaros ou frutas. O entalhe, conhecido como “rocaille”, lembra o mar, com rochedos, grutas, ondas e conchas. Ele aparece com a mesma frequência que o estilo chinês com suas figuras de mandarins, pescadores e personagens típicos do Oriente.

Todos os móveis têm pernas finas, com a linha curva em forma de “S”, geralmente terminando em metal (bronze ou cobre) trabalhado. As cadeiras, poltronas e sofás têm encosto e assento forrado de seda com aplicação de flores ou folhas que repetem o mesmo motivo dos outros móveis. As mais conhecidas são a poltrona marquesa, a bergère, o canapé e a cabinet, própria para se colocar nos cantos da sala, devido à sua forma e localização dos pés. As mesas são pequenas, como as que hoje se utilizam na cabeceira da cama. Seu uso era semelhante: serviam para suportar castiçais ou candelabros, mas na sala. A cintura dessas mesinhas, isto é, as laterais abaixo do tampo, eram muito decoradas e os pés tinham um pequeno “sapato” em bronze ou cobre dourado.

Outra peça comumente encontrada na época é a escrivaninha, que ficava num canto do aposento onde o rei costumava despachar os negócios da corte. Tem uma gaveta estreita com o tampo ricamente decorado que abre sobre ela.

O detalhe mais importante da cama era a cabeceira, entalhada ou com aplicação de figuras e desenhos em bronze. Das quatro extremidades da cama saíam colunas de madeira que sustentavam o dossel, de onde caíam cortinas. Quando fechadas, formavam um cortinado escondendo o interior da cama.

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