Gabarito dos exercícios de interpretação de textos

Educação
junho 6, 2015

Neste artigo eu estou disponibilizando para meus leitores do site Mais Educativo o gabarito de alguns exercícios de interpretação de textos (acesse-o aqui) que podem ser usados por professores de Ensino Médio e vestibulandos no estudo da Língua Portuguesa. Além desses, os concurseiros podem usar os exercícios para se prepararem para provas que dão acesso a um cargo público. Hoje em dia são inúmeras as pessoas que buscam este tipo de estabilidade que o emprego público dá. Eu mesmo já busquei isso, mas há alguns anos deixei meu cargo para trabalhar como professor apenas na rede particular e ter mais tempo para a família e meus negócios online. Sim, deixei a estabilidade que todos tanto procuram para desenvolver meu trabalho de empreendedor online. Caso queira saber mais sobre como fiz isso, cadastre-se na minha newsletter neste link ou no campo abaixo.

Vamos então aos exercícios, ou melhor, ao gabarito dos exercícios. Caso queira ver as atividades, clique neste link.

1. ► Texto 1: organizado em torno do eixo denotativo da linguagem. Texto 2: organizado prioritariamente em torno do eixo conotativo da linguagem.

► No caso do texto 1, o que se constata é a intenção de informar o leitor de uma revista sobre o comportamento de algumas mulheres chinesas que, proibidas de ler e escrever, desenvolveram um sistema próprio de escrita que burlava essa proibição. O texto 2, por sua vez, fala de uma mulher cuja vida está organizada em torno da família. Observa-se que, na introdução do conto “amor”, é basicamente conotativo o valor que se pode atribuir à sequência de ocorrências de predicados verbais introduzidos por “crescia”. Essa sequência é anunciada pela palavra sementes, também usada conotativamente.

2. ► O sentido do provérbio é o de que as pessoas que se comunicam bem vão longe, chegam a qualquer lugar que desejem.

► Não. Segundo o Livro dos provérbios, esse provérbio deve ser entendido de outra maneira: “Roma não admite desbocados”. Esse seria o sentido denotativo dos termos “Quem tem boca vai a Roma” (portanto, quem não tem boca não pode ser admitido em Roma…) e provoca riso porque, como ocorre com provérbios e ditos populares, as palavras são tomadas sempre no seu valor conotativo. Interpretá-las denotativamente não faz sentido.

► O termo “desbocado”, nesse caso, deveria ser entendido como fazendo referência a pessoas que falam palavrões. e o provérbio, nessa leitura “humorística” significaria, literalmente, “Roma não admite quem fale palavrões”.

3. ► A expressão é normalmente utilizada no sentido figurado, isto é, significa que os jovens vão à praia para paquerar as garotas (as minas) em trajes de banho.

► O soldado uniformizado utiliza a expressão em seu sentido literal. Isso pode ser comprovado pelos elementos visuais da charge. Quem propõe o convite é um oficial do exército que está diante de uma barraca em acampamento militar. O título da charge é, justamente, “guerra no golfo”. As minas às quais se refere são os engenhos de guerra camuflados e escondidos sob a areia, que contêm matérias explosivas. no entanto, seu interlocutor se equivoca e compreende que se trata de garotas na praia, por esse motivo se prepara com trajes próprios para passeio, como óculos de sol, camisa florida e bermuda.

4. Águas passadas não movem moinhos. / À noite, todos os gatos são pardos. / Quem diz o que quer ouve o que não quer.

5. As reelaborações dos provérbios apresentadas a seguir foram propostas pelo humorista Millôr Fernandes. Devem ser aceitas respostas pessoais dos alunos que cumpram adequadamente a tarefa proposta.

► Aquele que se deixa prender sentimentalmente por criatura totalmente destituída de dotes físicos, de encanto, ou graça, acha-o extraordinariamente dotado desses mesmos dotes que os outros não lhe veem.

► A criatura canonizada que vive em nosso próprio lar não é capaz de produzir feito extraordinário que vá contra as leis fundamentais da natureza.

► O espírito das trevas não é tão destituído de encantos e graças físicas quanto se o representa por meio de traços e cores.

6. ► O enunciado deve ser interpretado em seu sentido figurado.

► Os elementos que permitem chegar ao sentido figurado são aqueles fornecidos na introdução à pergunta: a referência ao projeto de educação ambiental com o objetivo de conscientizar os turistas para a necessidade de uma postura de respeito ao meio ambiente. Com a associação dessas informações ao enunciado da propaganda, tem-se a leitura figurada da expressão “passar a limpo as férias”: os viajantes não devem sujar os locais turísticos durante suas férias, demonstrando assim a preocupação e o respeito para com o meio ambiente.

7. ► Esta expressão normalmente é usada em sentido figurado, isto é, significando que o emissor não tem condições de conquistar aquilo (ou a pessoa) que deseja.

► O garoto utiliza a expressão em seu sentido literal. Isto pode ser comprovado pelos elementos visuais da tira. Ele e seu colega estão “brincando”, na praia, de cobrir os banhistas com areia, que eles carregam em seus caminhões de brinquedo. A senhora a que ele se refere é obesa e, para cobri-la, ele precisará carregar mais areia do que seu caminhãozinho comporta; por isso, o uso literal da expressão.

8. ► A expressão pode ser entendida em sentido literal (na escuridão, sem luz) ou em sentido figurado (irrefletidamente).

►  Há uma relação entre o sentido literal do termo e o dia dos namorados. Fica implícito no trecho “tanta coisa para se fazer no escuro” uma alusão ao fato de que namorar “no escuro” (literalmente) seria uma das tantas coisas agradáveis de se fazer nesta situação.

► A interpretação adequada seria a que leva em consideração o sentido figurado do termo, isto é, não se deve fazer um seguro de maneira irrefletida, sem pesquisar qual deles oferece as maiores vantagens. A seguradora, neste caso, estaria afirmando que o seu seguro é o que oferece as melhores condições para o segurado.

9. A imagem é a da morte como uma plantação, um roçado. as palavras e expressões foram destacadas no poema:
Só os roçados da morte compensam aqui cultivar, e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar; não se precisa de limpa, de adubar nem de regar; as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar; e dão lucro imediato; nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear.

10. ► Os provérbios originais são: “Quem não deve não teme”; “Quem tudo quer tudo perde”; “de grão em grão a galinha enche o papo”; “a pressa é inimiga da perfeição”.

► Nos três primeiros provérbios, Max Nunes mantém a estrutura do provérbio original, porém substitui a última palavra por um vocábulo de som semelhante mas de significado completamente diferente, conferindo assim um sentido novo ao dito popular. No último, o autor, ao introduzir o conectivo “e” e o pronome pessoal “eu”, produz um ditado com sonoridade semelhante ao original, mas com significado diverso. O provérbio original tem sentido conotativo e significa que quem persiste atinge seus objetivos; a reconstrução de Max Nunes tem sentido denotativo e significa que a galinha engorda e o sujeito a come. Com essa “subversão de sentidos” dos provérbios originais, o autor obtém um grande efeito de humor.

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