Falta de apetite na criança

Saúde e Beleza
março 21, 2014

As mães não devem se preocupar muito com a falta de apetite das crianças, ou por elas recusarem determinados alimentos, pois isso é normal em determinados períodos, faz parte do processo de crescimento. Nos dois primeiros anos de vida, por exemplo, o organismo se desenvolve com bastante rapidez e a criança come, proporcionalmente, bem mais que nos anos seguintes, quando diminui o seu ritmo de desenvolvimento. Também é comum rejeitarem alimentos para os quais ainda não adaptaram o paladar, ou que são introduzidos pela primeira vez em sua dieta. Portanto, mesmo que a quantidade ou tipo de alimentação pareçam inadequados, se a criança tiver aparência saudável e apresentar atividade normal, é provável que esteja comendo o bastante para suas necessidades. Mas, como a inapetência pode ocorrer por alguma doença ou problema emocional (insegurança, ciúme, birra, vontade de chamar atenção), se ela surgir sem uma causa aparente, convém levar logo a criança ao pediatra.

Como a saúde e o crescimento da criança estão intimamente ligados ao fator alimentar, ele não deve jamais ser relegado a um segundo plano. As crianças de classe média e alta costumam ser mal educadas em relação a alimentos; para elas, comer é uma obrigação, quando deveria ser um prazer — ou um verdadeiro privilégio.

FASES CRÍTICAS

Em geral, as mães se preocupam se o nenê não esvazia a mamadeira. No entanto, se não apresentar outros sintomas, isso não se justifica. Uma criança sadia nunca toma mais leite do que o necessário. É preciso saber que muitos distúrbios intestinais atribuídos ao leite de vaca são, na verdade, provocados pela alimentação excessiva que a criança recebe, quando se insiste em lhe dar toda a mamadeira.

O início da alimentação salgada pode apresentar problemas: a criança, acostumada com alimentos adocicados, às vezes resiste um pouco à mudança. A solução é oferecer um alimento novo por dia. Se recusado, não se deve atribuir a recusa ao paladar “daquela” criança. Todas recusam um pouco no começo. No dia seguinte, deve-se tentar outra vez. Se a resistência for muito grande, o melhor é suspender as tentativas para recomeçá-las mais tarde. Demonstrar irritação é contraproducente, pois isso cria um clima de tensão que a criança percebe com facilidade, podendo torná-la ainda mais arredia à comida.

Quando, por volta de um ano, aparecem no prato da criança legumes que ela ainda não havia comido, ou os mesmos que já comia amassados nas papinhas, provavelmente ela não os queira. Por isso, é bom introduzi-los aos poucos, misturados com a papinha. Com o passar do tempo, a criança se acostumará com eles. Mas, quando uma refeição é recusada, não se deve proibir a sobremesa, pois isso levaria à ideia de que a comida salgada é um sacrifício e a sobremesa, o prémio. Daí a falta de apetite para carne, leite, verdura e a fome exagerada quando se trata de doces e balas.

Outra coisa que se verifica na maioria das crianças é que, por um lado, gostam de alimentos de determinada consistência (batatas fritas, torradas, cenoura), provavelmente pelo barulho que fazem ao serem mastigados. Mas, por outro lado, nas grandes refeições, dão preferência a purés e mingaus, talvez por darem menos trabalho para mastigar.   Isso   costuma   acontecer   na época em que aparecem os dentes. Um dos alimentos mais rejeitados nessa fase é a carne, que não pode faltar na dieta da criança. A solução é “camuflá-la” sob forma de bolinhos, ou, nos casos mais graves, substituí-la por queijo, leite e ovos, mas juntos: cada um, em separado, não tem as mesmas propriedades da carne.

Na medida do possível, deve-se respeitar as exigências da criança, desde que não a prejudiquem. Uma dieta errada pode levar à anemia e à * consequente falta de apetite. Assim como a insistência da mãe pode levar a criança a não comer para chamar a atenção. Quando a hora das refeições é também a única em que ela ouve histórias de fada, a criança continuará evitando comer para não perder as histórias e brincadeiras.

COMO FAZER A CRIANÇA ALIMENTAR-SE

O apetite, na criança, obedece a um ritmo diferente do adulto, não se devendo forçá-la a comer em horários muito rígidos. Isso poderia levá-la à falta de apetite. Brigas às refeições e um constante controle dos seus modos à mesa levam a um clima tenso que também podem provocar a inapetência. Nesses casos, não convém insistir, pois a criança talvez  se  obstine  em  não  comer como uma forma de “castigar” os pais. O mais indicado é colocar ao seu alcance frutas frescas para que ela se sirva à vontade. Ao perceber que ninguém mais dá muita importância ao que come ou deixa de comer, a criança passará a se interessar naturalmente pelos alimentos. As mães muito ansiosas com a alimentação dos filhos devem saber que nenhuma criança morre de fome fazendo birra, mas que recusar a comida é uma das poucas formas que a criança tem de chamar a atenção. Por isso, as atenções devem ser constantes e não apenas na hora das refeições.

A apresentação também conta. É possível motivar a criança a comer através de uma mesa bem arrumada, com copinhos de papelão, guardanapos coloridos e enfeites. Até os pratos podem mudar de aspecto, apresentando uma decoração diferente: tomates cortados em flor, carinhas de palhaços feitas com frutas cristalizadas colocadas sobre o mingau, casinhas de queijo e goiabada. Além disso, pode-se elogiá-la quando ela come bem — do mesmo modo que se elogia quando faz um desenho bonito na escola.

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