Cuidados com os dentes do bebê

Cuidados com os dentes do bebê
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Dentes permanentes fortes e saudáveis dependem muito do tratamento dispensado aos de leite. Visitas periódicas ao dentista e uma alimentação rica em vitaminas e sais minerais ajudam a mantê-los em boa forma.

O primeiro dentinho do nenê, acontecimento importante para toda a família, é uma etapa de um processo iniciado aos quatro meses de gestação, quando os compostos de cálcio e fósforo, responsáveis pela dureza dos dentes, começam a se depositar nos germes dentários.

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É raro tanto a criança nascer com um ou mais dentes (geralmente incisivos), como eles surgirem nos primeiros dias de vida. (Chamam-se incisivos os oito dentes da frente, quatro superiores e quatro inferiores, de borda cortante.) Mas, quando isto ocorre, esses dentes podem ser normais, muito precoces, ou os chamados dentes “extranumerários”, que excedem o número normal de dentes. Neste último caso, as raízes são, em geral, anormais ou inexistentes, sendo aconselhável a remoção desses dentes para não prejudicarem o aleitamento e evitar que se soltem e o bebê-os engula.

A idade em que aparece o primeiro dente, assim como sua localização na arcada, varia de criança para criança. De modo geral, aproximadamente aos seis meses o bebé ganha um incisivo inferior. No entanto, considera-se normal o início da dentição entre três e doze meses, assim como é normal surgir o primeiro dente no maxilar superior. Quase sempre a primeira dentição se desenvolve assim:

1) Entre seis e oito meses de idade, nascem os quatro incisivos centrais, dois superiores e dois inferiores.

2)  Os  quatro  incisivos laterais, também dois superiores e dois inferiores, aparecem entre os oito e os doze meses de idade.

3)  Entre os doze e os dezesseis meses, nascem só quatro pré-molares, dois superiores e dois inferiores.

4)  Nos espaços entre os pré-molares e os incisivos, nascem os caninos, dos dezesseis aos vinte meses.

5)  Os quatro molares, dois superiores e dois inferiores, aparecem entre 20 e 30 meses. Não se sabe ao certo por que há crianças nas quais a dentição não vem acompanhada de nenhuma perturbação, enquanto outras se tornam irrequietas, babam e apertam as gengivas já antes do nascimento dos dentes. Algumas chegam mesmo a perder o apetite e o sono. Apesar disso, não tem fundamento responsabilizar a dentição por problemas mais graves.

Na época em que nascem os dentes de leite, o mais comum é a gengiva inchar e ficar esbranquiçada por alguns dias, até que os dentes a atravessem. Quando isso acontece, o bebé pode ficar um pouquinho irritado e enfiar as mãos ou objetos na boca, tentando coçar-se. E não há razão para impedi-lo. Basta dar-lhe objetos limpos, que não se quebrem com facilidade e não sejam demasiado pequenos (para não haver perigo de o bebé engoli-los). Existem remédios para uso local que ajudam a resolver o problema. De qualquer maneira, só se recomenda ministrar ou aplicar os remédios indicados pelo pediatra ou dentista.

SAÚDE COMEÇA CEDO

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Como os dentes se formam antes do nascimento, dentro das gengivas, é muito importante que a mae tenha boa saúde, durante a gestação, para que os dentes do bebé nasçam fortes e sadios. Quando a alimentação da mãe é pobre em cálcio, por exemplo, a própria gestante sofre as consequências dessa carência, pois cede ao filho suas reservas. Por isso, a gestante deve visitar o dentista durante a gravidez e enriquecer a sua dieta. Cálcio e fósforo (abundantes no leite e no queijo), vitamina C (nas frutas cítricas) e vitamina D (que se obtém do óleo de fígado de bacalhau) são importantes para fortalecer os dentes. A dieta da criança também deve compreender esses elementos, além de outros, como vitamina A e algumas vitaminas B. Em pequena dose na mulher grávida e, depois, na criança, o flúor, aplicado topicamente pelo dentista, e depois administrado via oral, é essencial para tornar fortes os dentes da criança.

CÁRIES DEVEM SER TRATADAS

Os germes bucais, o resseca-mento da saliva e os restos alimentares produzem uma substância (placa bacteriana) bastante consistente que facilita o contato do ácido láctico com os dentes. Essa placa bacteriana só se remove friccionando dentes e gengivas com uma escova, operação que deveria repetir-se depois de cada refeição. E como o fluxo de saliva, que auxilia a remoção dos detritos de alimentos, diminui durante o sono, é indispensável escovar os dentes antes de dormir.

Há quem recomende escovar os dentes da criança desde o aparecimento dos molares. Na realidade, poucas crianças são capazes de escová-los corretamente sozinhas e, sobretudo, de lembrar-se de fazê-lo com regularidade. A maioria precisa da ajuda ou supervisão de um adulto até os 4 ou 5 anos de idade.

Muitas pessoas pensam que não vale a pena preocupar-se muito em conservar sadios os dentes de leite, já que mais tarde serão substituídos pelos definitivos. É uma ideia errada. As visitas ao dentista deveriam começar, no máximo, aos 2 anos, e repetir-se de seis em seis meses, mesmo que não haja nenhum motivo aparente para isso. Como os últimos dentes de leite só caem por volta dos 12 anos, as cáries, mesmo pequenas, devem ser tratadas. Se a criança ficar muito tempo com cáries, elas podem comprometer a polpa dos dentes de leite e criar focos de infecção na ponta das raízes, prejudicando a formação dos dentes permanentes ou produzindo infecções em outros locais, como reumatismo, nefrites, etc. Além disso, o tratamento preventivo é muito mais barato, indolor e eficiente.

O tratamento das cáries também é importante, pois, se um dente de leite precisar ser extraído antes do tempo, sua falta prejudicará a mastigação, podendo trazer problemas de nutrição. Mais graves ainda são as alterações que podem surgir na arcada dentária: os dentes vizinhos ao espaço vazio poderão ficar fora de posição e o próprio dente definitivo, por causa disso, poderá nascer torto.

O hábito de chupar chupeta ou dedo causa às vezes vício de deglutição, que também pode prejudicar a arcada dentária e a formação. Algumas chupetas atuais, porém, são até aconselhadas, pois acostumam a criança a respirar pelo nariz e dormir de boca fechada, evitando problemas de garganta.

Aproximadamente entre os 6 e os 12 anos, os dentes de leite vão sendo trocados pelos permanentes, quase na mesma ordem em que aparecem na primeira dentição. Em geral, empurrando de dentro para fora, os dentes permanentes destroem as raízes dos de leite, que amolecem, até caírem sozinhos. E a criança vai exibir, orgulhosa, um sorriso meio desdentado.

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