Como fazer um jardim com trepadeiras

Como fazer um jardim com trepadeiras
Rate this post




De bonito efeito decorativo, em grande variedade de espécies, cada uma apropriada para um local diferente.

Fáceis de cultivar, as trepadeiras completam o jardim, cobrindo troncos de árvores, grades ou muros. Também são decorativas, quando, por exemplo, usadas numa varanda ou num caramanchão.

TIPOS MAIS COMUNS

Existe uma grande variedade de trepadeiras — com e sem flores, perfumadas ou não, sensíveis e insensíveis à temperatura ambiente e em muitas cores. Elas se dividem em quatro tipos: volúveis, sarmentosas, cipós e arbustos escandentes, de acordo com a forma de apoio. Estas são as características das espécies mais conhecidas:

Volúveis — Apresentam caule que se enrola em torno de árvores, estacas ou arame. As espécies mais comuns são:

1)  Clerodendron thomsonae, ou lágrima-de-cristo,  adapta-se  muito bem em climas quentes. Seu crescimento é rápido e floresce no verão.

2)  Lonicerajaponica, ou madressilva,  tem  crescimento moderado, flores vermelho-coral,  amarelas e brancas. Floresce todo o verão e é muito perfumada.

3)  Thumhergia alata, ou amarelinha, é a trepadeira de crescimento mais rápido, apresentando floração abundante.

4)  Ipomea purpúrea, ou campai nha, atinge comprimentos entre 2,50 a 3 metros e apresenta flores em forma de campânula de diversas cores. Floresce praticamente o ano todo.

Sarmentosas — De seu caule saem raízes que se fixam em muros e paredes. As espécies mais comuns são:

1)  Antigonon      lepropus,      ou amor-agarradinho, é originária do México, apresenta várias tonalidades, do vermelho ao branco. Suporta secas prolongadas e necessita de muito sol para seu completo desenvolvimento.

2)  Ficus   repens,   ou   unha-de-gato, é de rápido crescimento e se adapta tanto em lugares sombreados como sob a luz direta do sol. Contenta-se   com   solos  pobres  e necessita de podas periódicas.

3)  Hedera helix, ou hera, desenvolve-se satisfatoriamente na sombra ou sob o sol — neste caso precisa de regas mais frequentes.

4)  Scindapsus aureus, ou jibóia, tem folhas em forma oval que aos poucos  vão   se  “rasgando”.   Não suporta a luz solar direta.

5)  Ampelopsis veiíchii, ou hera-americana, atinge o máximo de sua beleza no outono, quando a folhagem fica com uma cor amarelo-avermelhada   brilhante.   Tem   um crescimento bastante rápido.

6)  Aristolochia gigantea, ou pa-po-de-peru, tem  folhas  grandes e largas de um verde bem claro. As flores são de um tom acastanhado, de formato parecido com um cachimbo.

7)  Bignonia radicans, ou flor-de-trombeta,   é  muito  conhecida  no Brasil. Precisa de luz solar direta e regas periódicas.

8)  Jasminum officinalle, ou jas-mim-da-ítália, tem crescimento regular, apresentando flores alvas de perfume suave.

9)  Passiflora edulis, ou flor-de-maracujá,   é   bastante  vigorosa  e apresenta flores em diversas tonalidades. Floresce por todo o verão.

Cipós — Com caule que vai se arqueando, à medida que cresce, apresenta as seguintes espécies principais:

1)  Allamanda cathartica, ou ala-manda, atinge até 6 metros de altura, tendo folhagem permanente em forma elíptica ou oval. Suas flores são grandes, em um bonito amare-lo-ouro. É sensível às geadas, mas suporta muito bem secas prolongadas.
2)  Pyrostegia  venusta,  ou  flor-de-são-joão, é do tipo bem rústico, suportando   secas,   geadas,   sol   e vento. Suas flores são de um tom alaranjado.
3)  Solanum wendlandii, ou cora-ção-de-estudante, apresenta grandes cachos de flores em um tom roxo-azulado.
4)   Wisteria sinensis, ou glicínia, produz cachos de flores alvas, violeta ou rosa. É fácil de se** cultivada mesmo em solos neutros, levemente alcalinos e pouco adubados.

Arbustos escandentes Apóiam-se, em geral, em árvores e treliças. As espécies mais comuns:

1)  Pétrea volubilis, viuvinha ou flor-de-são-miguel, apresenta flores roxas ou brancas que aparecem no início da primavera.

2) Bougainvillea glabra, primavera, três-marias  ou  santa-rita, tem crescimento tão vigoroso que chega a formar troncos grossos e retorcidos.   Suas   flores   podem   ser   em roxo-claro, rosa, violeta, castanho-claro e branco, entre outras.

3)  Fuchsia integrifolia, ou brinco-de-princesa, é nativa das matas brasileiras   e   apresenta  flores  em tonalidades que vão do vermelho ao roxo.   É   recomendada   particularmente para lugares sombreados.

PLANTIO E CONSERVAÇÃO

Apesar de muito resistentes, as trepadeiras precisam de alguns cuidados especiais em seu plantio e conservação. Por isso, em primeiro lugar, não se deve esquecer que cada espécie é adequada a climas diferentes e tem de ser cultivada em locais apropriados. Trepadeiras que ocupam muito espaço, por exemplo, quando colocadas em uma área muito pequena, têm de passar por tantas podas que sua floração acaba sendo   prejudicada.   Outras  vezes, um suporte inadequado prejudica o perfeito desenvolvimento da planta. Assim sendo, as espécies menores podem ser colocadas dentro de casa: sobre uma mesa, no peitoril da janela, em estantes, etc. Deixadas sem suporte, elas ultrapassam graciosamente a borda do vaso; quando maiores, podem ter seu crescimento dirigido por galhos secos ou estacas. Em geral, para cada espécie há um tipo de suporte mais indicado: lágrima-de-cristo, madressilva e amarelinha ficam bem quando plantadas em grades, cercas e colunas; campainha (adapta-se a todos os tipos de suporte), hera (é a mais utilizada para recobrir muros e paredes, dando um toque especial às residências), jibóia (é muito encontrada revestindo muros e palmeiras; recomendada também para interiores, precisando, neste caso, de vasos de barro com suporte de xaxim), hera-americana (indicada para revestir muros e colunas), flor-de-trombeta (paredes e caramanchões de residências), jas-mim-da-itália (varandas e janelas), flor-da-paixão (caramanchões, varandas, pérgulas, grades e cercas), flor-de-são-joão (indicada particularmente para o revestimento de muros), coração-de-estudante (pérgulas e treliças), glicínia (pérgulas), flor-de-são-miguel (grades e treliças) e brinco-de-princesa (varandas e caramanchões).

Por outro lado, como as raízes das trepadeiras são superficiais e se esparramam ao redor do tronco, aconselha-se para o seu plantio covas com 1 metro de comprimento, 50 centímetros de largura por apenas 30 centímetros de profundidade. No caso de plantio em vasos, deve-se dar preferência aos mais largos. Tanto cova como vaso são preenchidos com terra de estrutura sílico-argilosa, à qual se acrescenta uma lata de esterco (bem curtido) e meio quilo de farinha de osso. Feito isso, a trepadeira, além da rega periódica, só vai exigir adubagem anual, feita de preferência em épocas de chuva: 60 gramas de nitrogênio, fósforo e potássio (de fórmula 10-10-10) dissolvidos em 20 litros de água por cova. A aplicação também pode ser dividida em três vezes: setembro/outubro, novembro/dezembro e fevereiro/março.

No Comments

Leave a Reply