Como fazer um jardim bonito e saudável




Além de dedicação e carinho, são fundamentais, para o cultivo de plantas, as regas e a fertilização adequadas.E comum se ouvir dizer “fulano tem mão boa para plantar”. Isso não significa que, por qualquer passe de mágica, as plantas cresçam lindas e viçosas quando cultivadas por determinada pessoa. Na verdade, ter “mão boa” implica uma série de cuidados — entre eles poda, rega e fertilização adequadas —, sem as quais nenhuma planta se desenvolve bem.

IMPORTÂNCIA DA REGA

A rega periódica é uma das principais medidas a ser colocada em prática na conservação de jardins. Entretanto, como não se pode estabelecer a frequência de regas ideais para este ou aquele tipo de planta, de maneira geral, convém aguá-las sempre que a superfície do solo estiver muito seca. O teste do palito — que é enfiado dentro da terra — serve para determinar a necessidade ou não da rega: se ele sair sujo e úmido é sinal que ainda há água suficiente para a planta. Seco e mais ou menos limpo, indica que é preciso uma boa rega, que deve ser feita, de preferência, pela manhã — bem cedo — ou à tardinha. Esta medida tem a finalidade de proporcionar reservas de água para as horas mais quentes do dia (quando a evaporação é maior), ao mesmo tempo que evita a “queima” de folhas e raízes da planta, o que pode acontecer quando se molha um jardim durante as horas em que o sol é intenso.

Além da importância dessa medida, existem dois casos que merecem cuidados especiais:

Vasos — Devem receber regas mais frequentes porque a água se esgota com maior facilidade. Assim sendo, além da rega convencional, uma planta de vaso pode receber água (o que é indicado quando não se tem tempo ou então se sai de férias) por meio de um cordão de estopa ou tecido (enrolado), com uma de suas extremidades introduzida no terminal do vaso e outra em- uma bacia ou recipiente cheio de água. A irrigação será permanente (e de acordo com as necessidades da planta) desde que se complete, pelo menos uma vez por semana, o nível do reservatório.

Solos áridos — Alguns tipos de solos, por serem muito áridos, não mantêm a umidade necessária ao crescimento e desenvolvimento normal das plantas. Por isso, é preciso adicionar, à superfície da terra, mais ou menos uns 5 centímetros de composto   orgânico,   esterco   bem curtido ou terra vegetal (encontrada em casas de jardinagem), que reduz a evaporação e funciona como uma esponja, armazenando água.

FERTILIZAÇÃO E ADUBAÇÃO

Nem sempre a terra contém, em quantidade suficiente, todos os elementos nutritivos que a planta precisa. Para complementar sua alimentação existem três tipos de fertilizantes que resolvem muito bem o problema: em pó, grãos e líquido. São empregados conforme as necessidades de cada caso, pois, apesar de composição semelhante, diferem em sua potência. Por isso, é preciso verificar, na embalagem, as instruções, para o uso de cada um deles ou então consultar um agrônomo sobre o assunto. Na verdade, uma pequena quantidade de fertilizante atua durante um bom tempo e qualquer excesso em sua aplicação pode afetar as raízes e provocar a morte da planta.

Por outro lado, à medida que as plantas vão consumindo os elementos nutritivos do solo, ele toma-se, outra vez, esgotado. Para mantê-lo sempre em boas condições, é indispensável a cada ano — e em épocas de chuva — fazer adubagem de restituição. Em geral, efetua-se uma aplicação química de nitrogênio, fósforo e potássio.

O adubo deve ser espalhado sobre o solo (em volta do caule das plantas) e pode ser aplicado em três parcelas anuais iguais — setembro/outubro, novembro/dezembro e fevereiro/março. Deve-se observar (de acordo com o tipo de planta) as seguintes quantidades de adubo a aplicar, tomando-se sempre o cuidado de não colocá-lo sobre folhas e flores, para não prejudicá-las:

Árvores — Plantas com mais de 4 metros de altura recebem de 300 a 900 gramas de adubo/ano (cada uma). O tipo de adubo deve ser indicado por um agrônomo, mas, em geral, usa-se NPK (10-10-10) em solução de 20 g por 15 litros de água.

Arbustos — Com altura entre 50 centímetros a 2 metros, 130 a 300 gramas de adubo/ano (cada um), segundo a fórmula NPK (6-10-6).

Flores e folhagens — De 30 a 100 gramas de adubo/ano (por metro quadrado), de acordo com a fórmula NPK (6-10-6). A adubação química deve ser efetuada em terrenos equilibrados com matéria orgânica. O excesso de elementos químicos pode acidificar os solos, tornando-os estéreis e de fácil erosão.

Alguns tipos de plantas, devido à frágil constituição, precisam ser as. desde o plantio, presas a de madeira. O tutoramento, : denominado esse processo de proteção. tem entretanto que ser obedecendo a dois itens principais:

Amarras — A planta deve ser amarrada à estaca, por meio de tiras de corda ou fitas plásticas (encontradas em casas de jardinagem) razoavelmente folgadas.

Estacas — Devem ser pintadas de piche (na parte a ser enterrada) para evitar o rápido apodrecimento.

Por sua vez, a escarificação ou revolvimento de terra, tem o objetivo de “quebrar” a crosta endurecida que se forma na superfície do solo, dificultando a penetração da água das chuvas ou regas. É feita com o auxílio de um garfo de jardinagem que, entretanto, não deve atingir ou machucar as raízes superficiais.

A PODA ADEQUADA

Feita, em geral, logo depois da época de floração, a poda é tão importante para uma planta quanto a rega e a adubação. Ela tem duas finalidades principais:

Limpeza — Mantém as plantas saudáveis e bem conservadas, pela eliminação de galhos secos, ramos doentes ou praguejados.

Formação — Aconselhada, particularmente para o caso de árvores que estejam com formato irregular, a poda de formação deve ser feita com todo cuidado e, de preferência, por um jardineiro.

Aconselha-se a poda de formação quando se quer dirigir o crescimento ou mudar a forma de árvores ou arbustos, deixando-os mais densos. Para isso, cortam-se as pontas de cada galho, forçando o crescimento de novas ramificações. Com isso, pode-se fazer um crisântemo, por exemplo, formar vários galhos do mesmo tamanho (em vez de um só principal), cortando-se sua ponta, enquanto a planta for nova.

Plantas que começam a desenvolver-se mais por um dos lados (pinheiro, por exemplo) podem voltar a ter formato vertical, desde que essa ramificação seja cortada em seu topo, ou mesmo em sua base.

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