Canções para projetos pedagógicos

Canções para projetos pedagógicos
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Uma das coisas mais gostosas de se trabalhar com Educação Infantil é justamente poder explorar ao máximo o lado lúdico. dentre as atividades mais prazerosas está trabalhar com canções e poesias. Abaixo sugiro diversas que podem fazer parte de projetos pedagógicos para o primavera. Imprima as atividades, use em suas salas e, se puder, volte aqui para comentar se foi produtiva ou não.

ARARA-CANINDÉ

Saborear os ares,
E voar aos pares,
Além do até.

Nas palmeiras, os lares.
E reproduzir aos milhares,
Além da fé.

A arara, linda é.
Arara-canindé!

(Autor: Lalau, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Boniteza Silvestre – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

TIÊ-SANGUE

Tiê, tiê, tiê,
Vermelha beleza,
Fascinante,
Na medida exata.

Tiê, tiê, tiê.
Sangue que voa
Nas veias
Da mata.

(Autor: Lalau, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Boniteza Silvestre – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

GALO-DA-CAMPINA

Gaiola não é moldura,
Passarinho não é tela.
Quando preso, a vida é dura,
Quando solto, a vida é bela.

Galo-da-campina,
Sem seu canto e beleza,
A caatinga
Não se imagina.

(Autor: Lalau, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Boniteza Silvestre – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

JABUTI

Sempre calmo, devagar.
Tudo parece mais longe.
Para ir daqui para lá,
Jabuti tem a paciência
De um monge.

É uma pedra que anda?
Pedaço vivo de um rochedo?
Jabuti é bicho de alma branda.

Jabuti não é brinquedo.

(Autor: Lalau, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Boniteza Silvestre – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

IGUANA

Vive de árvore em árvore.
Cigana.

Parente dos dinossauros.
Antediluviana.
Come frutas e folhas.
Vegetariana.

Uma espécie mágica.
Darwiniana.

Quem pensa que é um monstro,
Muito se engana.

(Autor: Lalau, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Boniteza Silvestre – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

MICO-ESTRELA

Uma árvore
É um universo.

As folhas
São satélites.
As frutas,
Planetas.

Os galhos
São galáxias.
As sementes,
Cometas.

As flores,
Constelações
Tão lindas
De se ver.

E os micos
São as estrelas.

(Autor: Lalau, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Boniteza Silvestre – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

CORUJA-SUINDARA

Morar nas igrejas
É melhor do que parece.

Se está triste,
Faz uma prece.

Se está alegre,
Vai à quermesse.

E tem ratinhos no porão!
De fome, ela não padece.

Suindara, sagrada coruja,
De dia, adormece.

De noite, aparece.

(Autor: Lalau, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Boniteza Silvestre – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

CAVALO-MARINHO

O que fazer
No fundo do fundo
Do mar?

Brincar!

De trem fantasma,
Nas cortinas de alga.

De montanha-russa,
Nas montanhas de coral.

E, em silêncio
Tropel,
Cavalos-marinhos
Brincam
De carrossel.

(Autor: Lalau, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Boniteza Silvestre – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

SAÍRA-SETE-CORES

Passarinho, farei teu desejo.

Gênio, quero almoçar

Vinte formigas, doze cupins

E um percevejo.

Passarinho, farei tua vontade.

Gênio, quero um ninho,

Muitos amigos

E viver em liberdade

Passarinho, farei o que pedires.

Gênio, quero em meu corpo

E em meu coração

Todas as cores do arco-íris.

(Autor: Lalau, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Boniteza Silvestre – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

MACACO-PREGO

Desce daí!
Vem aqui!

Quer coquinho?
Que tal um carinho?

Desce daí!
Vem aqui!

Aceita banana?
E um pedaço de cana?

Desce daí!
Vem aqui!

Macaco danado.
Até parece
Que está pregado!

(Autor: Lalau, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Boniteza Silvestre – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

FALCÃO-PREGRINO

Bater as asas
Na velocidade do vento.
Alcançar a presa
No piscar de um momento.

Peregrinar por
Matas, florestas,
Céus, nuvens,
Praias, pântanos,
Montanhas, campos,
Lugares santos,
Lugares tantos.

Viajante paladino,
Voa na esterna busca
De seu destino.

(Autor: Lalau, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Boniteza Silvestre – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

O CONTADOR DE HISTÓRIAS

Pousado num pé de coco
Vou contando, vou contando,
Um pedacinho de história
De nós, os tucanos-toco.

Quem quer ouvir um pouco?

O relato é bem comprido,
De deixar língua dormente.
Pra não ser aborrecido,
Digo só coisa recente:

Meu pai arrastou a asa
Pro lado de bela tucana.
E foi paixão fulminante,
Noivaram em uma semana.

Minha avó não gostou nada..
Meu tio, ficou zangado.
Achavam papai muito novo
Para a vida de casado.

Depois surgi na família,
Quebrando um gordo ovo,
E vieram mais três filhas
Pra aumentar nosso povo.

Se foram passando os anos
E eu também me casei.
Já criei tantos tucanos
Que nem contar mais eu sei.

Pousado num pé de coco
E quase ficando rouco,
Tô contando, tô contando,
(E aumentando um pouco)
Um pedacinho da história
De nós, os tucanos-toco.

(Autor: José Santos, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Rimas da Floresta – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

A JIBÓIA

Era uma jibóia
Lambisgóia,
Preguiçosa
E cheia de lero-lero.

Vigiava
Os sapos do brejo
E falava:
– Esse eu quero,
Esse eu não quero!

– Não é que aquela perereca
Daria uma boa moqueca?

– Se eu pegasse essa jia,
Cozinhava uma iguaria…

– Ou comeria rã
Com macarrão.
E um belo bifão
Faria deste sapo-boi…

Mas o sapo-boi,
Que de bobo
Não tem nada,
Deu um pulo
Bem alto
E se foi,
Encerrando esse papo.

É como diz o ditado:
Cobra parada não engole sapo!

(Autor: José Santos, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Rimas da Floresta – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

O AGENTE SECRETO MICO-LEÃO-DA-CARA-DOURADO

O valente mico-leão
Recebeu missão secreta,
Que é para ir de cipó
Ou então de bicicleta,
Até um acampamento
Montado na mata adentro.
Agir sempre na esperteza
E nunca ser violento!

Lá tem uma jaula cheia
De assustados macaquinhos
E gaiolas bem lotadas
De amigos passarinhos.
Pois ele ali chegará
Sem fazer nenhum ruído,
Depois que os bandoleiros
Já tenham todos dormido.

Irá pedir silêncio aos bichos,
Arrombará as suas celas
E fará com que essa turma
Passe sebo nas canelas.
Que saiam correndo depressa,
Despistando os sentinelas,
E só parem pra descansar
Bem perto da Venezuela.

E assim,
Chegamos ao fim
De mais uma incrível missão
Do agente mico-leão.

(Autor: José Santos, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Rimas da Floresta – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

O CASAMENTO DOS TATUS

Quem foi nesse casamento
Não saiu antes do fim,
Pois tinha orquestra tocando
Violão e bandolim.

Tinha paçoca e beijinho,
Doce-de-leite e quindim.
E um tamanduá querendo
Brigadeiro de cupim.

Tinham muitas tartarugas
E até um guaxinim,
Fazendo papel de padre
E só falando em latim.

A noiva estava tão linda,
Vestida de seda e cetim,
Segurando com as unhas
Um raminho de jasmim.

Prestei atenção no noivo:
Nunca vi uma coisa assim!
Era tão pequenininho
Que até sumia no capim.

Com tanto tatu na mata
E ela quis logo um assim.
Esse simples tatuzinho,
Um tatuzinho-de-jardim.

(Autor: José Santos, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Rimas da Floresta – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

A HARPIA (ou cutucurim ou gavião-de-penacho)

Sai de baixo!
Diz o lagarto.
Lá vem o gavião-de-penacho.

Ai de mim!
Grita o guaxinim.
Lá vem o cutucurim.

Socorro!
A galinha pia.
Lá vem de novo a harpia!

Os bichos têm medo de mim,
Isso me deixa preocupada.
Quando tento me aproximar,
Eles fogem em disparada.

Creio que vou mudar
Meu visual,
Para ver se eles me acham
Uma ave legal.

Vou pintar as unhas
Num lindo tom de vermelho.

E no bico, passar um rico
Batom lilás.

Já vi no espelho… ficou demais!

Mas estou meio indecisa,
É com este meu penacho.

Posso alourar,
Posso alisar,
Posso usar cachos…

O que você acha?

(Autor: José Santos, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Rimas da Floresta – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

SEU BATISTA, O ARTISTA E A ONÇA PINTADA

O quintal do seu Batista
Parece uma mata fechada.
Um dia passei por lá,
Fazendo uma caminhada.

Lá no meio da folhagem
Vi uma coisa amarelada.
Pensei que fosse um tapete,
Mas era uma onça-pintada.

Com as garras afiadas
E cara de poucos amigos,
Olhos de puro perigo,
Boca bem arreganhada.

Bem ali na minha frente
Estava essa onça-pintada,
Não me perdendo de vista
Bem na horta do artista.

Mas que surpresa danada!
Mas que susto sem igual!
Só que a onça era pintada,
E…secava no quintal.

Puxa vida, seu Batista!
Que pintura realista!
Desse jeito eu passo mal.

(Autor: José Santos, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Rimas da Floresta – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

CUIDADO COM O PEIXE-BOI!

Até que sou bem calminho,
Mas hoje fiquei irritado.
Imaginem que a maritaca
Chamou a minha esposa,
Olha só, de peixe-vaca!

E disse que os meus filhinhos

São os peixes-bezerrinhos.
Assim é demais, ô maritaca!
Você parece aloprada.
Vê se fecha essa matraca…

Se fosse boi de verdade
Eu te dava uma chifrada.

(Autor: José Santos, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Rimas da Floresta – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

ARARAJUBA

Descobri nova palavra!
Uma palavra bem rara,
Colhida no meio do mato
Como se fosse um cogumelo.

Quando eu quero
Pintar o céu
De verde e amarelo,
É hora de conjugar
O verbo ararajubar!

Vamos lá, minha turma:

Eu arrajubo,
Tu arrajubas,
E ele ararajuba.

Vamos lá, meu bem:

Nós ararajubamos
Vós ararajubais
E eles ararajubam, também.

(Autor: José Santos, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Rimas da Floresta – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

RIMANDO COM O CACHORRO-VINAGRE

Esse cachorro-vinagre
É o que vive lá no mato.
Que caça marreco e pato,
Que nada pra pegar paca,
Que tem crias em buracos
E se esconde além do pasto.

Esse cachorro -vinagre
É um bicho espetacular,
Mas na turma dos poetas,
Ninguém dele quer falar.
Pois o nome deste bicho
É um inferno pra rimar…

Às vezes, até me sinto
Um autor “cabeça-de-bagre”.
Só mesmo com muita sorte
Ou se acontece um milagre,
É que aparece uma rima
Para o cachorro-vinagre.

(Autor: José Santos, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Rimas da Floresta – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

PAPAGAIO-VERDADEIRO

Moro ainda
Neste ovo
Bem durinho
E paradão.

Mas cá dentro
Estou vivinho,
E já batuca
Um coração.

Quem esperar
Um tempinho
Poderá
Me conhecer.

Logo quebro
Essa casca.

E o que todos
Vão dizer?

Um papagaio!

Que lindo que ele é!
Dá o pé, louro. Dá o pé….

(Autor: José Santos, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Rimas da Floresta – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

ONDE ESTÁ A PERIQUITAMBÓIA?

Se você acha
Que há algum problema

Com o desenho
Que ilustra esse poema.

Olhe com mais atenção
Por todos os lados da cena.

Pode ser que valha a pena!

Quem sabe você descobre
Entre as folhas, escondida,

Uma prima da jibóia
Que nessa página habita.

Ache a periquitambóia,
Das cobras, a mais bonita.

(Autor: José Santos, Ilustrações: Laurabeatriz, Título do Livro: Rimas da Floresta – poesia para os animais ameaçados pelo homem)

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