Bloqueio para ir à escola. Veja a solução AQUI

Educação
outubro 4, 2016

Por que as crianças não querem mais ir à escola? Noutro dia, num artigo que escrevi, introduzi a questão levantando algumas hipóteses para o fato de as crianças hoje em dia serem tão resistentes para irem à escola. Isso acontecia por vários motivos e é importante que os pais entendam o momentoacesse-aqui-o-descomplica que as crianças passam, sobretudo quando estão no processo de começar a frequentar a escola. Quando maiores, os motivos podem mudar um pouco e dentre eles está o acesso à tecnologia. embora ache bastante incomum que um aluno diga que não quer ir à escola porque já pode acessar todo o conhecimento pelo Youtube ou por sites como o descomplica, creio que ninguém questionará se o Descomplica é bom ou se os canais como o Biologia Total, do professor Jubilut, não tenham qualidade. Bem, no artigo de hoje falo de forma mais organizada sobre os possíveis motivos para quererem não ir às aulas.

Causas do abandono dos alunos

1) Uma criança que começa o ano entusiasmada para, logo depois, se recusar a ir às aulas porque os colegas a chamam de burra.  Ela vive perguntando, pedindo ajuda da professora e parece não entender nada direito. Diante disso, não vale a pena repreendê-la, fazer exigências como mandá-la estudar mais ou prestar muita atenção. O que se deve fazer, sim, é localizar as causas de sua deficiência. quando_um_adolescente_quer_abandonar_os_estudos-imagem

2) Crianças lentas,  com  rendimento   escolar   pouco   abaixo   da média, pouca imaginação ou deficiências de percepção. Estas últimas encontram dificuldades para lidar com símbolos e abstrações e se atrapalham muito na hora de aprender a ler e escrever, mas podem corrigir e superar suas deficiências. As outras dificuldades   exigem   classes   especiais onde as crianças aprenderão o que estiver a seu alcance.

3) Criança que ouve ou enxerga mal demora a aprender porque os sentidos captam as informações com mais lentidão. E ela não percebe sua falha porque não sabe que é possível ver ou ouvir melhor.

4) Quando a aversão pela escola é persistente e não parece ser resultado de problemas orgânicos (quando acompanhada de vômitos, diarreia,  dor de cabeça, insônia, mutismo), certamente  se trata da chamada fobia escolar: mesmo que a criança não exprima seu medo em palavras, entra em pânico na hora de ir para a escola, embora conscientemente deseje ir. Essa aversão à escola pode ocorrer em diferentes períodos da vida escolar e, em geral, vem acompanhada por outros temores: medo de frequentar a casa de amigos ou parentes, de se afastar dos pais, receio de animais e estranhos.

5) A gagueira é outra manifestação emocional que costuma aparecer na criança quando entra na escola. Regra geral, deve-se manter a calma e ouvir pacientemente o que diz, sem nunca tentar imitá-la ou ridicularizá-la. Se for difícil para a família contornar o problema, deve procurar a ajuda de um psicólogo ou fonoaudiólogo.

AS MELHORES ATITUDES NESTES CASOS

De um modo geral, as crianças que já frequentaram o maternal ou jardim da infância estão mais preparadas para enfrentar o primário e, assim, começarem a aprender as primeiras letras. No entanto, como a tendência atual é começar cedo, a criança de 6 ou 7 anos que nunca foi à escola não vê a hora de ser igual à maioria dos amiguinhos. Sua curiosidade e vontade de aprender ajudam a superar os primeiros obstáculos. Mas, como nessa fase os novos problemas a serem enfrentados podem tornar a criança inimiga da escola, as atitudes e o relacionamento pais-criança devem ser os melhores possíveis. Alguns exemplos ilustram bem o problema:

1) Comentários como “você já está um homem,  a escola não é brincadeira”, ou “agora sim, você vai estudar de verdade” devem ser evitados, pois criam uma certa tensão ante a perspectiva da responsabilidade. Além disso, a criança começa   a   achar   que   os   estudos representam um problema de difícil solução, que requer esforço acima de suas possibilidades.

2) Comentar que a escola pesa no orçamento doméstico também pode prejudicar a disposição da criança em relação à escola. É comum os pais “cobrarem” o sacrifício para educar o filho, sem perceber que, com isso, ele acabará sentindo-se culpado por eventuais privações da família. E como compensação poderá voltar-se contra a escola.

3) Frequentar uma escola onde a maioria dos colegas tem nível econômico mais elevado faz a criança sentir-se — e ser considerada — muito   diferente   das   demais.   Por isso, deve-se sempre procurar escolas onde a maior parte dos alunos tenha padrão de vida semelhante àquele a que se está habituado.

4) Além de toda a preparação que deve ser feita antes de colocar o filho na escola (mostrando-lhe todas as vantagens que pode tirar disso, como   aprender   a  ler,   escrever  e fazer novos  amiguinhos), os pais não  devem  demonstrar  preocupação, evitando pensar que a criança vai ficar longe de casa, “sozinha” o dia inteiro. Para ela, isso poderá significar que realmente há algo errado com a escola.

5) Comentários    como    “não aguento   mais   esse   menino,   vou colocá-lo na escola o ano que vem” ou “não tenho um minuto de sossego, não vejo a hora de esse menino ir para a escola” não devem ser feitos em hipótese nenhuma. Para a criança, a escola vai passar a ser uma espécie de castigo pelo qual nunca irá querer passar.

6) Uma  forma  de   diminuir   a ansiedade da criança é convencê-la de que nada vai sumir na sua ausência.   A   mãe,   por  exemplo,   pode dizer-lhe   que,   enquanto   está   na escola, vai trabalhar, fazer compras, visitar uma amiga, etc. Ou, melhor ainda, desenhar essas atividades em um papel para que a criança leve para a escola, fazer planos com ela para depois da aula. No entanto, o mais importante é estar em casa quando ela sair e voltar da escola.

7) É importantíssimo demonstrar interesse pelo que o filho diz da escola e pelo trabalho que traz para fazer em casa. Entretanto, não se deve “bombardear” a criança com perguntas,    revistá-la    diariamente para verificar se não está machucada ou arranhada. Isso tudo é sinal de preocupação e desconfiança em relação  à escola e faz a criança achar   que   está   correndo   algum perigo.

8) Permitir que a criança chame os colegas para casa, que leve seu bolo de aniversário à escola, não só estimula  sua  sociabilidade,  como também mostra que a escola é a continuação do lar.

9) Um detalhe muito importante: a  qualquer  sinal  de  descontentamento da criança em relação à escola, o melhor caminho é dizer-lhe que seus pais e irmãos mais velhos também passaram por momentos semelhantes e que alguns problemas são normais.

10) Conversar com a professora para saber como motivar a criança.

You Might Also Like

No Comments

Leave a Reply