Alergia – causas, sintomas e tratamentos

Saúde e Beleza
setembro 26, 2012

Você tem alergia a animais. Começa a espirrar quando sente que há algum animal de estimação por perto? Sofre com crises alérgicas constantes? Este artigo aborda os principais tipos de alergias, as suas causas e formas de tratamento. Após a leitura você estará apto a procurar um especialista sabendo qual o seu problema e entendendo melhor as causas de suas crises.

O pêlo de alguns animais domésticos é um dos antígenos mais comuns, sobretudo para as crianças, no desencadeamento de processos alérgicos.

Mesmo que todo ser vivo disponha de recursos próprios para defender-se do mundo que o rodeia, os sistemas defensivos alcançam sua máxima perfeição nos vertebrados, e especialmente, no homem. A imunidade não é mais que um processo defensivo do organismo frente a qualquer substância estranha que se introduz nele; a ciência que estuda estes fenómenos tem o nome específico de Imunologia.

A imunidade pode ser natural ou adquirida. Quando um organismo é resistente a um determinado invasor, diz-se que está imune. Se esta resistência é congênita ou hereditária, a imunidade é natural; se aparece depois de uma doença, a imunidade foi adquirida. O fenômeno da imunidade ocorre devido à capacidade do organismo de fabricar substâncias específicas contra qualquer agente invasor.
Estas substâncias são de natureza proteica e recebem o nome de anticorpos. O mecanismo e lugar de formação dos anticorpos não se esclareceu ainda, no entanto, parece que sua produção intervém de maneira predominante nos órgãos do sistema reticuloendotelial.
Por outro lado, todo agente invasor capaz de estimular a produção de anticorpos e reagir especificamente a estes denomina-se antígeno ou alergeno.
Costumam atuar como antígenos substâncias de grande peso molecular, em geral a proteína e mais raramente um polissacarídeo ou um lipídio.
A reação do antígeno com o anticorpo determina a reação imunológica, cujo resultado final é a destruição, inativação ou aprisionamento do agente estranho invasor. Em alguns casos, a reação imunológica, em lugar de ser benéfica, acaba sendo prejudicial ao organismo. Este é o caso da alergia, que não é mais que uma reação anormal do organismo diante de uma substância diferente dele, depois de um contato prévio com esta.

A alergia constitui uma mudança na capacidade de reação do organismo, o qual, sensibilizado perante uma substância estranha, reage diante dela de modo exagerado. Ou seja, a primeira vez que um antígeno entra em contato com o organismo, ainda que aparentemente não aconteça nada, ocasiona a fabricação de anticorpos. Quando tem-se formado os anticorpos, as células possuem a capacidade específica de reagir contra este antígeno, e se tornar a penetrar no organismo, a reação antígeno-anticorpo pode produzir sintomas alérgicos.
Atualmente, e do ponto de vista clínico, englobam-se sob o nome alergias as reações que consideram-se diferentes das normais, que são específicas, que têm sintomas independentes de acordo com o antígeno e que requerem uma exposição prévia da pessoa alérgica à ação deste antígeno.

Dados históricos sobre a alergia

Desde muito tempo tinha-se observado que determinadas pessoas reagiam de modo inexplicável diante de determinadas substâncias inofensivas para a maioria dos indivíduos. Em fins do século passado, d estudo destes casos clínicos e o surgimento de novos dados experimentais levaram à conclusão que tais fenómenos encontravam-se estreitamente relacionados com os mecanismos de defesa dos animais superiores.

Os primeiros dados científicos sobre reações alérgicas obtiveram-se a partir de 1890 ao aplicar-se o soro antidiftérico. Enquanto que em alguns pacientes este soro tinha os efeitos terapêuticos esperados, em outros produzia dois tipos de reações nocivas. A primeira, a que os cientistas da época chamavam de doença do soro, afetava a maioria dos pacientes submetidos à nova terapia. A segunda era mais rara, mas gerava reações mais graves e inclusive mortais. Estudos posteriores realizados em cães demonstraram a existência de reações exageradas ante substâncias que, ao serem administradas pela primeira vez, tinham provocado uma reação escassa ou nula. Este comportamento recebeu o nome de anafilaxia e se qualificou de tipo de perversão dos processos protetores do organismo.
Em 1906, o médico austríaco Clemens von Pirquet relacionou ambas séries de descobrimentos e idealizou o termo alergia, que etimologicamente significa reação distinta.
Em 1922, o imunologista norte-americano Fernandez Coca introduz o conceito atopia para definir um tipo de hipersensibilidade peculiar, sujeito a influências hereditárias.
A interpretação das reações alérgicas tem variado com o tempo até que se chegou a conclusão que existe uma estreita ligação entre imunidade, alergia, anafilaxia e atopia.

Tipos de alergia

Tradicionalmente considerou-se que existem dois tipos de alergia: a imediata e a retardada.

No caso da alergia imediata aceita-se a existência de anticorpos circulando no sangue, que desencadeiam a reação alérgica ao entrarem em contato com os antígenos. Nestas alergias desempenham um papel importante certas substâncias, em especial a histamina. Nas alergias retardadas, a reação é iniciada por células mononucleares, especificamente modificada que contêm uma substância ou um mecanismo capaz de responder de modo específico ao antígeno.
Posteriormente demonstrou-se a existência de 4 tipos de reações alérgicas por parte do organismo: anafilática, tuberculina, síndrome tóxica e citotóxica.
A reação é anafilática quando os antígenos reagem com anticorpos absorvidos passivamente por algumas células; neste caso a reação alérgica é imediata. Os tecidos, cujas células absorvem os anticorpos, costumam encontrar-se no ponto de entrada dos antígenos, pelo que os órgãos mais afetados são, em geral, os mais expostos: respiratórios, cutâneos e digestivos. Estes tipos de reações são as mais conhecidas porque são facilmente reproduzíveis em laboratório.
A reação tuberculínica produz-se quando os antígenos encontram-se localizados em alguma área do organismo e reagem com células mononucleares modificadas especificamente. Chama-se também hipersensibilidade diferida e corresponde à alergia retardada. Manifesta-se entre as 24 e as 28 horas depois de produzir-se a penetração do alergeno. Este tipo de reação é causadora da recusa de órgãos em certos transplantes, assim como a recusa de enxertos da pele que não procedem do mesmo indivíduo.
Na síndrome tóxica complexa, os antígenos reagem com os anticorpos dos tecidos, onde formam-se microprecipitações que lesionam secundariamente as células.
Nas reações citotóxicas, os antígenos são componentes específicos das células dos tecidos; neste caso os anticorpos podem proceder de um outro organismo, como pode ocorrer em uma transfusão sanguínea, ou podem formar-se no próprio organismo, o que é conhecido pelo nome de auto-alergia.

Os antígenos

No organismo podem atuar como antígenos várias substâncias que introduzem-se nele, seja por contato, por via digestiva, respiratória, intramuscular ou intravenosa.
Entre os antígenos por contato destacam-se a maioria dos produtos químicos e certas substâncias de origem animal, como a caspa do gato (leia sobre isso no blog Curiosidades Felinas), o pelo do cachorro, a lã da ovelha, as plumas etc. Por via digestiva, atuam como antígenos e são responsáveis pelas chamadas urticárias os mariscos, o polvo, a truta, o salmão, o atum, o bonito, o esturjão, a perdiz, a carne de ovelha e a da vaca, os ovos, o leite etc. Muitos medicamentos, como os antibióticos ou os que contêm procaina, terebintina, resorcina, cortisona etc. podem comportar-se como antígenos, tanto em aplicação tópica como ingeridos ou injetados. Por via respiratória atuam como antígenos o feno e o pólen de muitas plantas (aveleira, abeto, cânave, chope, milho, olmo, carvalho etc.) assim como diversos tipos de fungos e bactérias.

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