Aborto – causas e cuidados

Aborto – causas e cuidados
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Relativamente fácil de acontecer, o aborto é a interrupção da gravidez até o quinto mês da gestação. Algumas vezes, essa interrupção pode ocorrer espontaneamente devido a fatores como um tombo da mãe, capaz de lesar o ovo ou a eliminação do embrião por insuficiência muscular do útero, etc. Em outras ocasiões, ele é provocado por um pequena cirurgia com assistência médica apropriada — e com autorização do Conselho Regional de Medicina —, quando a gravidez coloca em perigo a vida da mãe. Sem essa autorização, o aborto é considerado ilegal e se realiza, muitas vezes, quando a mulher não quer levar adiante a gravidez.

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PRINCIPAIS CAUSAS

Sustos, emoções, viagens prolongadas, relações sexuais, considerados como fatos isolados, raramente são responsáveis pelo aborto espontâneo. Na verdade, é um tanto difícil descobrir suas verdadeiras causas, podendo-se apenas formular várias hipóteses, aplicadas a cada caso separadamente:

1)  Embora o embrião esteja bastante  protegido  pelas  paredes  do útero, ele está sujeito a rupturas, em consequência de acidentes, quedas ou choque muito violento sofrido pela mulher. As batidas podem causar lesões no ovo, comprometendo sua   evolução   normal   dentro   do útero.

2)  Algumas vezes, o útero não executa satisfatoriamente sua tarefa de reter o feto. Isto ocorre quando há uma deficiência na musculatura do colo uterino, que anormalmente se dilata com o peso do embrião, eliminando-o.

3)  Um dos casos mais frequentes é o aborto resultante da morte do embrião, que por não estar devidamente preparado para a vida, morre e é expulso. Quarenta e oito por cento dos abortos espontâneos são deste tipo e ocorrem na fase inicial da   gestação.   Supõe-se   que   esse
mecanismo seja uma forma de autodefesa genética, que impede o nascimento de crianças com anomalias ou graves deformidades.

4)  Fatores congénitos como problemas na forma, tamanho e posição do útero, assim como o desenvolvimento insatisfatório do corpo lúteo — parte do ovário que produz hormônios no início da gravidez — são,   aparentemente,   responsáveis pelos abortos repetidos. Embora o desenvolvimento    inadequado    do corpo lúteo, por exemplo, não seja a causa imediata do aborto, é responsável pela implantação incorreta do ovo.

5)  Doenças causadas por vírus
—  entre elas rubéola, varíola, ca-xumba, poliomielite, hepatite, gripe
—  e outras que afetam profundamente o organismo (como câncer, malária, febre tifóide) podem contaminar o feto, ora pelas toxinas, ora pelos   microrganismos   que   penetram através da placenta.

6)  Intoxicações    por    mercúrio, chumbo, fósforo e algumas outras substâncias tóxicas provocam, geralmente, abortos tardios ou partos prematuros.

7)  A diabete e o hipertiroidismo
—  excessiva atividade da glândula tiróide — são responsáveis não só por eventuais abortos como também pela esterilidade.

8)  A   gravidez   ectópica  ocorre quando o óvulo é fecundado fora da cavidade do útero, como, por exemplo, nas trompas, abdome ou ovário, e também concorre para o aborto espontâneo.

PROVIDÊNCIAS A TOMAR

Três situações típicas mostram sintomas que precedem um aborto, indicando todos os cuidados que devem ser tomados pela parturiente, para evitar possíveis problemas:

1) Nos casos em que a gestação esteja razoavelmente adiantada — aproximando-se dos cinco meses — e o feto morre, é possível que sua expulsão demore horas, dias e até semanas, sem que haja sinais como, por exemplo, perda de sangue. Contudo, outros sintomas podem alertar a mãe — imobilidade do feto é um deles. Além disso, percebe-se um certo emagrecimento, já que o organismo começa a reabsorver o líquido amniótico (que envolve a placenta) logo depois da morte do feto. Um outro sintoma é o endurecimento e aumento dos seios, como se tivesse ocorrido o parto. Um exame cuidadoso do médico basta para verificar a ausência de batidas cardíacas do feto. Constatada a morte, só resta induzir o parto, antes que o embrião comece a se decompor e prejudique a mãe. Aliás, sempre que a gravidez coloca em perigo a saúde ou a vida da mulher, o médico faz o aborto terapêutico. Assim como o aborto espontâneo, as complicações resultantes são raras, e os vestígios, mais emocionais do que físicos. Isso, entretanto, não ocorre nos abortos provocados, em que se empregam recursos precários e arriscados, podendo causar a morte. As principais complicações do aborto malfeito são: infecções, rupturas uterinas, retenção do embrião ou feto morto no útero e hemorragias que podem causar anemia ou mesmo a morte da paciente.

2)  Quando o ovo é expulso, o aborto está consumado. Mas se dentro do útero permanecem membranas e resíduos de placenta, o aborto é incompleto. As dores cessam, mas a hemorragia continua porque estes restos de placenta não deixam as fibras uterinas se retraírem e voltarem ao normal. Para que o útero seja totalmente limpo — completando o aborto — recorre-se a uma pequena cirurgia, denominada cure-tagem uterina, que tanto pode ser feita no hospital, como no próprio consultório médico.

3)  Em geral, mal-estar e cólicas do baixo ventre, seguidas por repetidas perdas de sangue, são os primeiros sintomas de aborto. Se as cólicas uterinas se tornam mais violentas, o mal-estar aumenta e a hemorragia se intensifica. Isso tudo é sinal de aborto iminente, constatado pela dilatação do colo uterino. Deve-se, com isso, comunicar imediatamente o médico, que poderá dar melhor orientação para a mulher. Na verdade, uma  gravidez ameaçada pode prosseguir normalmente, sem prejuízo para o embrião, já que ele não é afetado por hemorragias. É importante, aí, a mãe repousar muito e ter uma alimentação leve e bastante sadia.

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