47 exercícios de interpretação com gabarito

Esta é uma lista de exercícios de interpretação de textos. É evidente que você já percebeu que a interpretação de texto é uma habilidade que muitos deixam de lado e de que só se lembram quando já é tarde demais, ou seja, na hora da prova. Como aluno, vestibulando e candidato esperto que você é, já está se preparando para as provas com estes exercícios que vêm com gabarito comentado. Depois de assistir as aulas do Descomplica e as explicações bem detalhadas dos professores, agora é hora de ir para a prática. O fato de apresentar aqui as justificativas das respostas é um diferencial em relação a muitos outros sites porque não conheço muitos que apresentam as justificativas para as respostas escolhidas. No Enem você não precisará justificar, porém é importante não só que você entenda qual a resposta certa como também o porquê das outras estarem erradas. Confira, portanto, os gabaritos assim que resolver estes exercícios.

Lista de atividades de interpretação com gabarito comentado

TEXTO LIX

PRISÃO DE VENTRE NA ALMA (fragmento)

Todos estamos nos tornando, hoje, mais desconfiados do que no passado. Com exceção das pessoas que se dispõem a pagar um preço altíssimo por uma unidade monolítica, somos todos bastante divididos interiormente.

Para o bem ou para o mal, vão rareando as convicções inabaláveis. Uma parte de nós quer acreditar, outra é descrente.

Gostaríamos de ter segurança para acreditar em coisas que ninguém pode assegurar que são inteiramente dignas de nossa confiança.

As verdades do crente dependem da fé, enquanto a fé existe.

Mas a fé também pode deixar de existir; ela não depende da razão, nem da ciência; depende de Deus, que a deu e pode tirá-la. O filósofo Pascal já no século XVI afirmava que a nossa razão serve, no máximo, para nos ajudar a fazer apostas mais convenientes.

As verdades científicas, por sua vez, dependem da história, são periodicamente revistas, reformuladas. As novas descobertas e as novas invenções não se limitam a complementar os conhecimentos já adquiridos: exigem que eles sejam rediscutidos e às vezes drasticamente modificados.

E as verdades filosóficas? Quanto maiores forem os pensadores que as enunciam, mais acirrada será a controvérsia entre eles. As verdades filosóficas se contradizem, umas questionam as outras.

Somos envolvidos, então, por uma onda de ceticismo. É possível que essa onda já tenha tido alguns efeitos favoráveis à liberdade espiritual dos indivíduos, ao fortalecimento neles do espírito crítico. É possível que ela tenha de algum modo “limpado o terreno” para um diálogo mais desenvolto entre as criaturas, para valores mais comprometidos com o pluralismo, contribuindo para a superação de algumas formas rígidas e dogmáticas de pensar.

Dentro de limites razoáveis, o ceticismo atenua certezas, suaviza conclusões peremptórias e abre brechas no fanatismo. Na medida em que se espraia indefinidamente, contudo, ele traz riscos graves. A própria dinâmica de um ceticismo ilimitado apresenta uma contradição insuperável.

O poeta Brecht expressou esse impasse num poeminha que tem apenas três versos e que não pode deixar de ser reproduzido aqui: “Só acredite no que seus olhos vêem e no que seus ouvidos escutam. Não acredite nem no que seus olhos vêem e seus ouvidos escutam. E saiba que, afinal, não acreditar ainda é acreditar.”

Realmente, quem não acredita, para estar convencido de que não está acreditando, precisa acreditar em seu poder de não acreditar.

Aquele que não crê, curiosamente, está crendo na sua descrença.

(Leandro Konder)

399) “…as pessoas que se dispõem a pagar um preço altíssimo por uma unidade monolítica…”; com esse segmento o autor do texto quer referir-se:

a) àquelas pessoas que, tendo possibilidades, procuram aumentar sua cultura a ponto de superarem as dúvidas.

b) aos indivíduos que se sacrificam interiormente em troca de uma consistência psicológica que os defenda de divisões internas.

c) às pessoas que se dispõem a viver sozinhas, separadas de todos os demais, a fim de evitar sofrimento inútil.

d) àqueles que imaginam viver em comunhão com Deus de modo fiel e, pela fé, superar os obstáculos.

e) àqueles céticos que defendem seu ateísmo de forma a mostrarem uma unidade de pensamento que, na verdade, não possuem.

400) “Uma parte de nós quer acreditar, outra é descrente.” O par de vocábulos abaixo que não poderia substituir, respectivamente, de forma adequada, os elementos sublinhados é:

a) quer ter fé / pecadora ;

b) quer crer / incrédula ,

c) quer confiar / desconfiada •.

d) quer dar crédito / cética

e) quer ter certeza / insegura

401) A divisão interna do ser humano, segundo o texto:

a) está mais ligada à perda da fé, que nos é dada ou tirada por Deus, do que à perda da credibilidade na ciência ou na filosofia.

b) se prende unicamente à contradição das verdades filosóficas, que se apoiam na maior ou menor credibilidade de seus enunciadores.

c) se origina da perda de nossas convicções, sejam na religião, na ciência ou na filosofia.

d) é própria da natureza humana, que não consegue criar, nem na religião, nem na ciência ou na filosofia, algo confiável.

e) é altamente positiva, já que nos livra do fanatismo e dos radicalismos de qualquer espécie.

402) Segundo o texto, as novas descobertas e as novas invenções:

a) servem para mostrar a força criativa do homem, opondo-se a “verdades definitivas”.

b) mostram o progresso dos conhecimentos científicos, criado a partir da correção dos erros anteriores.

c) discutem e modificam, além de desmascararem, todas as teorias científicas do passado.

d) demonstram a incapacidade da ciência de atingir a verdade, pois estão sempre corrigindo o caminho percorrido.

e) comprovam que a ciência também tem suas verdades permanentemente renovadas, pela complementação ou correção do já descoberto.

403) O ceticismo, segundo o texto, apresenta como aspecto positivo:

a) o aparecimento de um forte radicalismo crítico

b) a queda do pluralismo, que sempre desuniu os homens

c) o reconhecimento da possibilidade de várias verdades

d) o surgimento de formas mais rígidas e dogmáticas de pensar

e) a possibilidade de ampliar as brechas do fanatismo

404) O poeta Brecht é citado no texto para:

a) trazer sensibilidade ao tratamento do tema.

b) opor-se a uma teoria dominante.

c) comprovar a falência dos sentidos humanos.

d) ilustrar a contradição interna do ceticismo.

e) valorizar a força da fé.

405) O texto de Leandro Konder deve ser considerado como:

a) didático

b) informativo

c) argumentativo

d) expressivo

e) narrativo

TEXTO LX

AUXILIAR CENSITÁRIO DE APURAÇÃO – IBGE

RECURSOS HUMANOS

Li que a espécie humana é um sucesso sem precedentes.

Nenhuma outra com uma proporção parecida de peso e volume se iguala à nossa em termos de sobrevivência e proliferação. E tudo se deve à agricultura. Como controlamos a produção do nosso próprio alimento, somos a primeira espécie na história do planeta a poder viver fora de seu ecossistema de nascença. Isso nos deu mobilidade e a sociabilidade que nos salvaram do processo de seleção, que limitou outros bichos de tamanho equivalente e que acontece quando uma linhagem genética dependente de um ecossistema restrito fica geograficamente isolada e só evolui como outra espécie. É por isso que não temos mudado muito, mas também não nos extinguimos.

(Luís Fernando Veríssimo)

406) Segundo o texto, o sucesso da espécie humana é medido:

a) por sua capacidade de viver fora de seu ecossistema

b) por sua sobrevivência e proliferação

c) por possibilidade de produzir seu próprio alimento

d) por sua inalterabilidade e resistência à extinção

e) por sua agricultura

407) Dizer que a espécie humana “é um sucesso sem precedentes” eqüivale a dizer que:

a) não há explicações possíveis para esse sucesso.

b) poucas espécies tiveram sucesso semelhante.

c) nada ocorreu antes que pudesse explicar esse fato.

d) nenhuma outra espécie já atingiu tal sucesso.

e) nosso sucesso é independente de nossos antepassados.

408) Precedente e procedente são palavras de forma semelhante, mas de significados distintos. A frase abaixo em que há ERRO no emprego da palavra destacada é:

a) A nova pesquisa deve fazer emergir resultados interessantes.

b) É necessário ter bom senso para julgar os questionários da pesquisa.

c) Muitas informações mostram descriminação racial em pequena parte da população.

d) alguns pesquisadores são destratados pelos entrevistados.

e) alguns entrevistados indicam sua naturalidade em vez de sua nacionalidade.

409) “Nenhuma outra com uma proporção parecida de peso e volume se iguala à nossa em termos de sobrevivência e proliferação”. Pode-se inferir desse segmento que:

a) não há outras espécies com a mesma proporção de peso e volume que a espécie humana.

b) só a espécie humana vai sobreviver.

c) só a espécie humana proliferou de forma tão rápida e ampla.

d) sobrevivência e proliferação são valores que medem o sucesso de uma espécie.

e) nossa proporção de peso e volume ajudou a nossa espécie a ter sucesso.

410) O termo destacado nos itens abaixo refere-se a algum termo anterior do texto; o item em que essa referência é esclarecida de forma ERRADA é:

a) Nenhuma outra (espécie) com uma proporção parecida…

b) …se iguala à nossa (proporção) em termos de sobrevivência…

c) Isso (o fato de viver fora de nosso ecossistema de nascença) nos deu mobilidade…

d) …que (mobilidade e sociabilidade) nos salvaram do processo de seleção.

e) …e que (processo de seleção) acontece quando uma linhagem genética…

411) “Como controlamos a produção de nosso próprio alimento, somos a primeira espécie na história…”; a oração sublinhada apresenta, em relação à seguinte, o valor de:

a) condição

b) modo

c) comparação

d) conclusão

e) causa

412) O item em que o sinônimo da palavra destacada está corretamente indicado é:

a) “…em termos de sobrevivência e proliferação.” – multiplicação

b) “Isso nos deu mobilidade…” – rapidez

c) “Isso nos deu mobilidade e a sociabilidade…” – negociação

d) “…que limitou outros bichos…” – confirmou

e) “… de um ecossistema restrito…” – selecionado.

413) O item abaixo que apresenta uma afirmação correta em relação ao texto lido é:

a) O autor declara sua esperança na sobrevivência da espécie humana.

b) O texto analisa a independência da espécie humana em relação à produção de seus próprios alimentos.

c) O texto mostra certas peculiaridades da espécie humana em relação a outras espécies.

d) O autor prevê certas dificuldades para a sobrevivência da espécie humana no planeta.

e) O texto alude à possibilidade de a espécie humana ficar dependente de um ecossistema restrito.

414) “Li que a espécie humana é um sucesso sem precedentes.”; a frase abaixo cuja estrutura ALTERA o sentido original desse segmento é:

a) Li que o sucesso da espécie humana é sem precedentes.

b) A espécie humana é um sucesso sem precedentes, segundo o que li.

c) Ser a espécie humana um sucesso sem precedentes foi o que foi lido por mim.

d) Li ser a espécie humana um sucesso sem precedentes.

e) Li que a espécie humana é um sucesso que não tem precedentes.

TEXTO LXI

TFC

Com franqueza, estava arrependido de ter vindo. Agora que ficava preso, ardia por andar lá fora, e recapitulava o campo e o morro, pensava nos outros meninos vadios, o Chico Telha, o Américo, o Carlos das Escadinhas, a fina flor do bairro e do gênero humano. Para o cúmulo de desespero, vi através das vidraças da escola, no claro azul do céu, por cima do morro do Livramento, um papagaio de papel alto e largo, preso de uma corda imensa que bojava no ar, uma cousa soberba. E eu na escola, sentado, pernas unidas, com o livro de leitura e a gramática nos joelhos.

– Fui bobo em vir, disse eu ao Raimundo.

– Não diga isso, murmurou ele.

(“Conto de escola”. Machado de Assis. In: Contos, São Paulo, Ática, 1982, 9a ed., p. 25-30)

415) Indique o segmento que completa, de acordo com o texto, o enunciado formulado a seguir: No trecho transcrito, o narrador-personagem é um menino, que relata:

a) as dificuldades que experimenta nas aulas de leitura e gramática.

b) o desespero por não possuir um papagaio de papel tão soberbo como aquele que via no céu.

c) os temores de ficar de castigo, sentado, os livros nos joelhos.

d) o arrependimento por não ter acompanhado Raimundo nas estripulias com os meninos do morro.

e) suas emoções em um dia de escola.

416)Indique o segmento que completa, de acordo com o texto, o enunciado formulado a seguir: O menino se confessava “arrependido de ter vindo” porque:

a) os outros meninos vadios passariam a chamá-lo de bobo.

b) não gostava que os outros meninos empinassem seu papagaio de papel.

c) preferia ter ficado com os outros meninos, a brincar na rua.

d) tivera de cumprir a promessa de que viria, feita a Raimundo.

e) sentia dor nas pernas, ao ficar muito tempo sentado, com os livros nos joelhos.

417) Indique a letra que não apresenta uma relação semântica correta entre os termos emparelhados.

a) menino-narrador – arrependido de ter vindo

b) menino-narrador – preso de uma corda imensa

c) papagaio de papel – uma cousa soberba

d) papagaio de papel – bojava no ar

e) papagaio de papel – alto e largo

418) Assinale o segmento que pode substituir no texto, sem prejuízo da significação original, o trecho: “Ardia por andar lá fora.”

a) Queimava de raiva por estar preso.

b) Ansiava por estar lá fora.

c) Fervia-me para caminhar pelas ruas.

d) Recapitulava para saltar para a rua.

e) Almejava dirigir-me para o refeitório.

TEXTO LXII

ANALISTA JUDICIÁRIO DO TRF – 3a REGIÃO

O PARTO E O TAPETE

RIO DE JANEIRO – Big nem era minha, era de um cunhado.

Naquele tempo eu ainda não gostava de cachorros, pagando por isso um preço que até hoje me maltrata. Mas, como ia dizendo, Big não era minha, mas estava para ter ninhada, e meu cunhado viajara.

De repente, Big procurou um canto e entrou naquilo que os entendidos chamam de “trabalho de parto”. Alertado pela cozinheira, que entendia mais do assunto, telefonei para o veterinário que era amigo do cunhado. Não o encontrei. Tive de apelar para uma emergência, expliquei a situação, 15 minutos depois veio um veterinário. Examinou Big, achou tudo bem, pediu um tapete.

Providenciei um, que estava desativado, tivera alguma nobreza, agora estava puído e desbotado. O veterinário deitou Big em cima, pediu uma cadeira e um café. Duas horas se passaram, Big teve nove filhotes e o veterinário me cobrou 90 mil cruzeiros, eram cruzeiros naquela época, e dez mil por filhote. Valiam mais – tive de admitir.

No dia seguinte, com a volta do cunhado, chamou-se o veterinário oficial. Quis informações sobre o colega que me atendera.

Contei que ele se limitara a pedir um tapete e pusera Big em cima. Depois pedira um café e uma cadeira, cobrando-me 90 mil cruzeiros pelo trabalho.

O veterinário limitou-se a comentar: “Ótimo! Você teve sorte, chamou um bom profissional!”. Como? A ciência que cuida do parto dos animais se limita a colocar um tapete em baixo?

“Exatamente. Se tivesse me encontrado, eu faria o mesmo e cobraria mais caro, moro longe”.

Nem sei por que estou contando isso. Acho que tem alguma coisa a ver com a sucessão presidencial. Muitas especulações, um parto complicado, que requer veterinário e curiosos. Todos darão palpites, todos se esbofarão para colocar o tapete providencial que receberá o candidato ungido, que nascerá por circunstâncias que ninguém domina.

E todos cobrarão caro.

(Carlos Heitor Cony, Folha de S. Paulo, 19-12-01)

419)A associação entre o episódio narrado e a sucessão presidencial apòia-se

a) no argumento de que dos dois nascerá algo de grande valia e importância.

b) na idéia de que, num e noutro caso, cumprem-se rituais que pouco interferem nos fatos, mas que têm alto preço.

c) no fato de que sempre se estendem tapetes aos líderes poderosos que estão por vir.

d) na suposição de que as emergências são iguais por mais diferentes que pareçam.

e) na constatação de que a sucessão requer o envolvimento de especialistas e muita precisão.

420) Observe as frases I e II, extraídas do texto.

I. “Big nem era minha, era de um cunhado.”

II. “Big não era minha, mas estava para ter ninhada, e meu cunhado viajara.”

É correto dizer que o narrador

a) em I, sugere estar desobrigado em relação ao animal; em II, faz ressalva a essa desobrigação.

b) em I, afirma ser estranho ao animal; em II, reitera sua indiferença em relação a este.

c) em I, exprime desprezo pelo animal; em II, manifesta um mínimo de consideração pelo destino deste.

d) em I, nega ter vínculos com o animal; em II, critica o cunhado que se ausentou, deixando Big aos cuidados de outrem.

e) em I, mostra-se longe de ter responsabilidade pelo animal; em II, invoca a responsabilidade do legítimo proprietário.

421) Ao afirmar “tive de admitir” (final do 3fl parágrafo), o narrador dos fatos está indicando que

a) constatou a verdadeira importância do profissional que assistira Big, em seu trabalho de parto.

b) tomou consciência de que pagara mais do que valiam os filhotes de Big no mercado.

c) se curvou ao argumento empregado pelo veterinário para justificar o preço de seu serviço.

d) se estarreceu com o valor que um filhote pode atingir e com o preço que cobram os veterinários.

e) pagou pelos filhotes um preço justo, já que valiam mais do que dez mil cruzeiros.

422) “Se tivesse me encontrado, eu faria o mesmo e cobraria mais caro, moro longe.” O significado do período acima está corretamente expresso em:

a) Mesmo que tivesse me encontrado, eu faria o mesmo cobrando mais caro, portanto moro longe.

b) Caso tivesse me encontrado, eu faria o mesmo, mas cobraria mais caro, pois moro longe.

c) Embora tivesse me encontrado, eu faria o mesmo, porém cobraria mais caro; moro longe, pois.

d) Desde que tivesse me encontrado, eu faria o mesmo, pois cobraria mais caro, contanto que moro longe.

e) Salvo se tivesse me encontrado, eu faria o mesmo, porque cobraria mais caro, mesmo morando longe.

423) A palavra que expressa corretamente o significado de ungido, em… “colocar o tapete presidencial que receberá o candidato ungido”…, é

a) sacrificado

b) usurpado

c) surgido

d) proposto

e) sagrado

424) A frase que traz implícita a idéia de mudança de situação é:

a) Naquele tempo eu ainda não gostava de cachorros.

b) Nem sei por que estou contando isso.

c) Examinou Big, achou tudo bem, pediu um tapete.

d) Quis informações sobre o colega que me atendera.

e) Ótimo! Você teve sorte, chamou um bom profissional.

TEXTO LXIII

CIÊNCIAS HUMANAS – IBGE

TEXTO

ENTREVISTA

O ensaísta canadense Alberto Manguei, autor de Uma História da Leitura, explica por que a palavra escrita é a grande ferramenta para entender o mundo.

Veja Numa época em que predominam as imagens, por que a 5 leitura ainda é importante?

Manguei – A atual cultura de imagens é superficialíssima, ao contrário do que acontecia na Idade Média e na Renascença, épocas que também eram marcadas por uma forte imagética. Pense, por exemplo, nas imagens veiculadas pela publicidade. Elas captam a nossa atenção 10 por apenas poucos segundos, sem nos dar chance para pensar. Essa é a tendência geral em todos os meios visivos. Assim, a palavra escrita é, mais do que nunca, a nossa principal ferramenta para compreender o mundo. A grandeza do texto consiste em nos dar a possibilidade de refletir e interpretar. Prova disso é que as pessoas estão lendo cada vez mais, 15 assim como mais livros estão sendo publicados a cada ano. Bill Gates, presidente da Microsoft, propõe uma sociedade sem papel. Mas, para desenvolver essa idéia, ele publicou um livro. Isso diz alguma coisa.

(Veja, 7 de julho de 1999)

425) …a palavra escrita é a grande ferramenta para entender o mundo. (/.02/3); o item abaixo que representa o papel da palavra escrita no entendimento do mundo é o de:

a) instrumento

b) motivo

c) objetivo

d) modo

e) processo

426)…a palavra escrita é a grande ferramenta para entender o mundo (/.02/3); o item abaixo em que o vocábulogrande apresenta o mesmo valor semântico que possui nesse segmento do texto é:

a) Por um grande tempo pensou-se que o livro iria ser substituído pelo computador.

b) Bill Gates tem grande interesse em mostrar a inutilidade da palavra escrita no mundo moderno.

c) O computador ainda tem uma grande estrada a percorrer até atingir a importância do livro.

d) O entrevistado Alberto Manguei é um dos grandes conhecedores do valor da língua escrita.

e) Os computadores mais modernos atingem grandes preços no mercado.

427) O item abaixo em que o elemento destacado tem seu valor semântico corretamente indicado é:

a) …a grande ferramenta PARA entender o mundo – meio

b) …explica POR QUE a palavra escrita… – finalidade

c) …por que a leitura AINDA é importante? – concessão

d) …épocas TAMBÉM marcadas por uma forte imagética. – acréscimo

e) …ASSIM COMO mais livros estão sendo publicados a cada ano. modo

428) Numa época em que predominam as imagens,… (/.04); a época a que se refere o repórter é:

a) indeterminada

b) a dos dias de hoje

c) a da Idade Média e da Renascença

d) a de um passado próximo

e) hipotética

429) Na pergunta do repórter há uma oposição implícita entre imagens e leitura porque:

a) os livros teóricos não possuem ilustrações.

b) imagens só estão presentes em livros infantis.

c) a leitura só é a possibilidade de criar imagens.

d) as imagens independem de leitura.

e) as letras não possuem sentido sem imagens.

430) Segmento do texto que NÃO mostra, direta ou indiretamente, uma visão negativa da cultura de imagens é:

a) a atual cultura de imagens é superficialíssima… (7.06)

b) essa é a tendência geral em todos os meios visivos. (7.10/11)

c) elas captam a nossa atenção por apenas poucos segundos… (/.09/10)

d) …sem nos dar chance para pensar. (/.IO)

e) Bill Gates, presidente da Microsoft, propõe uma sociedade sem papel. (/.15/16)

431) Considerando que os vocábulos imagética e visivos aparecem há pouco tempo nos dicionários da língua portuguesa, isto pode significar que:

a) são vocábulos erradamente criados pelo autor do texto.

b) tais vocábulos são traduções inadequadas de vocábulos estrangeiros.

c) representam realidades ainda ausentes de nosso cenário cultural.

d) se trata de neologismos já reconhecidos oficialmente.

e) os dicionários atuais não estão atualizados.

432) Segundo o que se depreende da resposta do entrevistado, em termos de cultura de imagens, a época moderna, em relação à Idade Média e à Renascença:

a) é bem mais superficial no tratamento das imagens.

b) prefere imagens profanas, ao invés de religiosas.

c) apresenta semelhanças nas imagens publicitárias.

d) mostra idênticas preocupações formais.

e) possui tecnologia bem mais avançada.

433) Pense, por exemplo, nas imagens veiculadas… (/.08/9); o termo sublinhado é muitas vezes confundido com vinculadas, seu parônimo. O item abaixo em que se empregou erradamente um vocábulo por seu parônimo é:

a) O deputado dedicou seu mandado à defesa da língua escrita.

b) Os monges medievais viviam imersos em leituras.

c) Os livros medievais tinham as páginas cosidas umas às outras.

d) Os livros imorais eram queimados pela Inquisição.

e) Os valores dos livros passam despercebidos a muitos.

434) Essa é a tendência geral em todos os meios visivos. (/.10/11); os meios visivos a que alude o entrevistado incluem certamente:

a) a pintura, a fotografia e o desenho

b) a televisão, o cinema e a fotografia

c) a pintura, a televisão e o cinema

d) o cinema, a fotografia e a pintura

e) o desenho, a pintura e a televisão

435) A frase final do entrevistado – Isso diz alguma coisa – refere-se à:

a) pouca importância do livro diante da importância do computador no mundo moderno

b) contradição entre o pensamento e a ação de Bill Gates

c) valorização da leitura através dos tempos

d) desvalorização das imagens no mundo da Microsoft

e) necessidade de novas pesquisas sobre o valor da leitura

436) Idéia que NÃO está contida no texto lido é:

a) A cultura de imagens na atualidade é menos profunda que em épocas anteriores.

b) As imagens publicitárias não levam à reflexão pois duram pouco em nossas mentes.

c) A compreensão integral do mundo só ocorre por meio da língua escrita.

d) Apesar da atual cultura de imagens, a leitura vê crescido o seu número de adeptos.

e) Uma sociedade sem papel, como propõe Bill Gates, é impossível.

TEXTO LXIV

CIÊNCIAS HUMANAS – IBGE

TEXTO 2

COMO SE PRECAVER DE ADVOGADOS

Alguns procedimentos para não ser enrolado por um advogado desonesto:

1. Pegue referências com antigos clientes;

2. Procure a seção da OAB ou o fórum local par ver se o advogado está cumprindo, ou já cumpriu, suspensão e pesquise o motivo;

3. Antes de acertar o valor dos honorários, consulte a tabela da OAB. Não é obrigatório segui-la, mas ela serve de base;

4. Exija um contrato de prestação de serviços com duas testemunhas. De preferência, registre-o no cartório;

5. Exija também no contrato um relatório mensal sobre o andamento do processo. Cheque as informações no fórum ou nos tribunais regularmente;

6. Ao assinar uma procuração delegando poderes ao advogado, evite conceder a ele autonomia para “dar quitação e/ou receber valores”.

(Veja, 7 de julho de 1999)

437) Sobre o título do texto – Como se precaver de advogados – só NÃO é correto afirmar que:

a) está implícito que o texto se refere aos maus advogados.

b) o termo como refere-se ao modo da ação verbal.

c) a ação verbal não está atribuída a um sujeito determinado.

d) a forma correta da posição do pronome se na frase seria após o infinitivo: como precaver-se de advogados.

e) a forma verbal corresponde à 3a pessoa do singular.

438) Se colocássemos o verbo precaver no imperativo, como os demais do texto, teríamos a forma:

a) precavenha-se

b) precaveja-se

c) precava-se

d) precaute-se

e) não existe qualquer forma para o imperativo

439) O tom do texto, criado pelo imperativo, é o de:

a) ordem

b) conselho

c) desejo

d) convite

e) pedido

440) Alguns procedimentos para não ser enrolado por um advogado desonesto; pode-se deduzir do segmento destacado que:

a) todo advogado é desonesto.

b) há outros procedimentos que não foram citados.

c) não é possível escapar de advogados desonestos.

d) os procedimentos citados são um meio de enrolar os desonestos.

e) a revista Veja não está preocupada em defender os leitores dos procedimentos citados.

441) Não é obrigatório… é forma equivalente a Não há obrigação de… seguindo esse modelo, o item que apresenta uma correspondência equivocada é:

a) não é legal – não há legalidade.

b) não é proibido – não há proibição.

c) não é possível – não há posse.

d) não é justo – não há justiça.

e) não é ético – não há ética.

442) Não éobrigatório segui-LA… (item 3); …registre-O no cartório… (item 4); nesses segmentos do texto, os pronomes destacados referem-se, respectivamente, a:

a) tabela / contrato

b) OAB / contrato

c) OAB / cartório

d) tabela / serviço

e) base / valor

443) Mensal corresponde a mês; a correspondência ERRADA entre os itens abaixo é:

a) milenar – mil anos

b) secular – cem anos

c) biênio – dois anos

d) bimestral – dois semestres

e) quinzenal – quinze dias

444) A grafia e/ou indica, entre os elementos e e ou, uma relação de:

a) semelhança

b) adição

c) alternância

d) correção

e) substituição

TEXTO LXV

CIÊNCIAS HUMANAS – IBGE

TEXTO 3

APAGUE A LUZ NA HORA DE DORMIR

Os pediatras costumam pedir aos pais que apaguem todas as luzes do quarto da criança na hora de dormir, mas há aqueles que ficam com pena do filho e não seguem a instrução à risca. De acordo com estudo recente publicado na revista inglesa Nature, bebês que dormem com a luz 5 acesa têm entre três a cinco vezes mais probabilidades de sofrer de miopia que as crianças acostumadas a repousar no escuro desde os primeiros dias de vida. Os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, ouviram 479 pais de crianças e adolescentes de 2 a 16 anos. Eles perguntaram se, nos primeiros anos de vida, as crianças 10 dormiam com a luz do quarto ou com o abajur aceso. Testes oftalmológicos mostraram que 34% das crianças que dormiram com o abajur ligado se tornaram míopes. O mesmo problema atingiu 55% dos que mantinham a luz do quarto acesa à noite. Apenas 10% das que sempre dormiram no escuro desenvolveram miopia. A hipótese mais provável é a 15 de que a luz durante o sono prejudica o desenvolvimento da retina. Há outra razão, menos objetiva, envolvendo a luz e o sono da criança. O apagar da luz do quarto (sem direito à luz no corredor) é o marco do fim do dia. Se a luz fica acesa, a criança tende a se distrair, a olhar para cá e para lá, e isso é ruim.

(Veja – 7 de julho de 1999)

445) Segundo o texto, deixando a luz acesa, os pais podem:

a) combater a insegurança dos filhos.

b) provocar a ansiedade nas crianças.

c) evitar a chegada do medo noturno.

d) aumentar as possibilidades de miopia nos filhos.

e) evitar o desenvolvimento da retina.

446) A relação luz acesa/miopia é:

a) fruto da opinião do autor do texto

b) indicada por pesquisa universitária

c) comprovada pelos pediatras

d) derivada da falta de cuidado dos pais

e) estabelecida pela experiência

447)De acordo com estudo recente…; o item que mostra um substituto adequado da expressão sublinhada é:

a) à proporção que

b) assim como

c) conquanto

d) para

e) conforme

448)Testes oftalmológicos referem-se à visão; a relação abaixo INCORRETAMENTE indicada é:

a) dermatológico – pele

b) ginecológico – aparelho genital feminino

c) fisiológico – músculos

d) urológico – aparelho urinário

e) neurológico – sistema nervoso

Gabarito dos exercícios de interpretação

Texto LIX

399)Letra b

Questão muito delicada. Vamos começar pelo sentido da palavra monolítico, derivada de monólito. Este é o nome que se dá a qualquer obra feita de um só bloco de pedra. Monolítico que dizer, então, feito de um só bloco de pedra; sugere assim algo indivisível. No trecho destacado, a palavra tem sentido figurado, como também é figurado “pagar um preço altíssimo”. O que se pode entender do trecho é que há pessoas que, como um monólito, não se dividem interiormente, olham apenas para um lado, por isso mesmo pagando um preço alto (sofrem muito por causa dessa atitude unilateral). Por conseguinte, a resposta só pode ser a letra b.

400) Letra a

Pecador é o que peca, que erra. Descrente é tão-somente aquele que não acredita. Ser descrente não é ser pecador, não é ser errado em suas atitudes no mundo, diante de outras pessoas.

401) Letra c

A resposta se acha no trecho: “…vão rareando as convicções inabaláveis”. Isto é, desaparece, em muitos de nós, aquela condição monolítica que algumas pessoas cultivam. O terceiro parágrafo acrescenta que essas perdas ocorrem na religião, na ciência ou na filosofia.

402) Letra e

Nesta questão, podemos eliminar logo as alternativas c d, por absurdas. Não pode ser a letra a, uma vez que o texto não fala de verdades definitivas, muito ao contrário. A letra b não serve como resposta, porque nem todo progresso surge a partir da correção de erros anteriores, ele pode vir como uma complementação de conhecimentos já adquiridos, como se vê no quarto parágrafo. Por isso mesmo que acabamos de expor, com base no quarto parágrafo, o gabarito só pode ser a letra e.

403) Letra c

Vamos reportar-nos ao que é dito no sexto parágrafo: “É possível que essa onda já tenha tido alguns efeitos favoráveis à liberdade espiritual dos indivíduos, ao fortalecimento neles do espírito crítico”. A liberdade espiritual seria a possibilidade de não se aceitar qualquer coisa imposta pela ciência, pela filosofia ou pela religião; o mesmo se pode dizer do espírito crítico, que, naturalmente, permite escolher entre o que se julga bom e o que se julga mal.

404) Letra d

Com o jogo de palavras apresentado, Brecht afirma que não há ceticismo absoluto; no momento em que você acredita que não crê, deixou de ser cético, por acreditar em algo. É contraditório.

405) Letra c

O texto é uma dissertação, em que o autor defende seus pontos de vista, apresentando argumentos que julga necessários para tal.

Texto LX

406) Letra b

A resposta pode ser localizada, com clareza, no segundo período, onde se destaca a expressão sobrevivência e proliferação.

407) Letra d

Precedente é o que vem antes. Assim, um sucesso sem precedentes é um sucesso que não teve outro igual, antes dele. Podemos entender, também, que a expressão sem precedentes quer dizer sem igual. Daí a resposta ser a letra d.

408) Letra c

O enunciado dá uma definição que serve tanto para homônimos como para parônimos. O texto serviu apenas para motivar a questão, tomando por base a palavra precedente. Diz-se que precedente procedente são parônimos. Todas as alternativas apresentam palavras que têm parônimos ou homônimos: emergir/imergir, senso/censo, descriminação/discriminação, destratados/distratados, em vez de/ao invés de. Neste último caso, trata-se de expressões que podemos entender como parônimas, tal a sua semelhança. Emergir significa sair (de um líquido ou de algo), imergir que dizer entrar (no líquido); senso é juízo, censo é recenseamento, pesquisa de opinião; destratadosquer dizer tratados mal, distratados significa rescindidos (os contratos); em vez de é uma expressão que denota substituição, já ao invés de indica oposição. Na letra c houve troca no emprego dos parônimos, já que deveria ter sido usado o vocábulo discriminação, que significa separação. Descriminação é o ato de descriminar, absolver de crime.

409) Letra d

No trecho anterior a este, o autor diz que nenhuma espécie se iguala à humana em termos de sucesso alcançado (sucesso sem precedentes). Agora, no trecho do enunciado, o autor afirma que nenhuma outra espécie se iguala à humana no que toca à sobrevivência e à proliferação. Então, deduz-se que a sobrevivência e a proliferação é que medem o sucesso de uma espécie, o que nos leva para a opção d.

410) Letra b

Questão de coesão textual. Nossa refere-se ao substantivo espécie, e não ao vocábulo proporção. Observe o emprego de isso, na opção c: refere-se a um fato passado, e não a uma palavra ou expressão.

411) Letra e

Mais uma questão envolvendo os significados da palavra como. No trecho, ela pode ser substituída por porque e inicia oração subordinada adverbial causal. Isso quer dizer que a primeira oração do período é a causa do que ocorre na segunda, que então expressa uma conseqüência.

412) Letra a

Questão de sinonímia. Proliferação eqüivale, no texto, a multiplicação. Em todas as outras alternativas, não existem sinônimos.

413) Letra c

O texto destaca características próprias da espécie humana, como o controle da produção do próprio alimento e a sociabilidade e a mobilidade, estas por causa da capacidade de viver fora do seu ecossistema de nascença. São peculiaridades que distinguem a espécie humana de outras. Assim, o gabarito só pode ser a opção c.

414) Letra a

Questão de paráfrase. É quase imperceptível a diferença. O sentido da frase original é amplo: a espécie humana é um sucesso (no caso, sem precedentes); nenhuma outra se iguala a ela. Na variante, fala-se em sucesso da espécie humana, o que é mais restrito.

Texto LXI

415) Letra e

O texto não fala de possíveis dificuldades do menino nas aulas de leitura e gramática, não cabendo pois a letra a como resposta. Também não pode ser a letra b porque o desespero de que fala o texto ocorre porque o menino gostaria de estar lá fora brincando com o papagaio, não que quisesse e não pudesse comprá-lo. A letra c está errada pois ele não se encontrava de castigo, apenas estava com os livros nos joelhos. A letra d é errada porque ele e Raimundo estavam juntos, na escola. Na realidade, o texto apenas retrata as emoções de um dia de aula; por isso o gabarito é a letra e.

416) Letra c

A resposta se encontra no trecho “Agora que ficava preso, ardia por andar lá fora…”. Ou seja, queria estar na rua, brincando com os colegas, e não na sala de aula. Talvez a alternativa que possa trazer dúvida seja a d. Mas não há essa indicação no texto, inclusive no diálogo ocorrido entre os dois colegas.

417) Letra b

O que está preso por uma corda imensa é o papagaio, não o menino-narrador. Isso é dito de maneira clara nas linhas 6 e 7. As outras

relações são perfeitas.

418) Letra b

É uma questão de paráfrase, de certa forma já comentada na questão 416. A forma verbal ardia tem valor conotativo e expressa a ansiedade do menino em estar fora da escola, brincando com os colegas.

Texto LXII

419) Letra b

A principal comparação feita é a do tapete colocado por baixo da cadela e aquele por sobre o qual passará o candidato eleito. São rituais que aparecem num e noutro caso, mas que pouco interferem nos acontecimentos. Da mesma forma, tanto o parto de Big quanto a eleição presidencial custam caro. Por isso, a resposta só pode ser a letra b.

420)Letra a

Na primeira frase, o autor declara não ser sua a cadela, mas de um cunhado. Assim, não sendo ele o dono, não tinha qualquer obrigação para com o animal. Na segunda, ele repete que a cadela não lhe pertencia e entra com a conjunção adversativa mas, que introduz uma ressalva: Big estava para ter filhotes, e seu dono viajara, transferindo-se para ele, o autor, a responsabilidade de cuidar dela. 421) Letra c

O veterinário alegou que cobrara 90 mil cruzeiros por se tratar de 9 animaizinhos, saindo cada um a dez mil. Ele foi levado a reconhecer que o veterinário tinha razão. A oração “tive de admitir” eqüivale a “fui forçado a admitir”, em virtude dos argumentos apresentados.

422) Letra b

Questão de paráfrase e de coesão textual. A classificação das orações desse período é, respectivamente: subordinada adverbial condicional, introduzida pela conjunção se; principal; coordenada sindética adversativa, iniciada pela conjunção e (com valor de mas); subordinada adverbial causal, com a conjunção subentendida. Na letra b, que é a resposta, a conjunção caso substitui o se (elas são sinônimas); a oração principal fica inalterada; a conjunção mas é usada em lugar de e (elas são sinônimas); a conjunção causai pois, que estava subentendida, aparece encabeçando a última oração. Assim, não houve alteração de sentido em relação ao período original.

423) Letra e

Questão de sinonímia, inquestionável, portanto. Ungido quer dizer sagrado.

424) Letra a

Se o autor diz que, numa determinada época, ainda não gostava de cachorros, é porque agora gosta, tendo havido uma mudança de atitude. A palavra que bem expressa a mudança é ainda. Nas outras opções, não se reconhece qualquer tipo de mudança de situação.

Texto LXIII

425) Letra a

A palavra ferramenta leva à idéia de instrumento, na tarefa de se entender o mundo atual.

426) Letra d

A palavra grande, no trecho, tem valor superlativo, eqüivalendo a maior (popularmente, mais grande). Observe que a palavra está precedida do artigo definido a. Isso só ocorre na letra d, onde podemos entender que “o entrevistado Alberto Manguei é um dos maiores conhecedores do valor da língua escrita”.

427) Letra d

Os valores semânticos dos termos destacados são, respectivamente: finalidade, causa, tempo, acréscimo (gabarito), comparação.

428) Letra b

A comprovação de que a frase se refere aos dias atuais é a presença do verbo predominam, no presente do indicativo, bem como de outro verbo, na seqüência do período, também no presente do indicativo: é

429) Letra c

É uma questão extremamente complexa. Acredito que a banca do concurso tenha tido o seguinte raciocínio: as imagens já existem, enquanto a leitura cria imagens; como as imagens predominam, segundo o repórter, surge a oposição: já existirem serem criadas, ou seja, por que criar imagens se elas já existem, inclusive predominando na comunicação atual?

430) Letra e

A letra a é evidente, por causa da palavra superficialíssima. Na letra b, o fato de a tendência ser geral e em todos os meios visivos representa, na visão do autor, uma coisa ruim, por não dar opções às pessoas. A letra c tem como ponto negativo o fato de as imagens prenderem a nossa atenção por um tempo muito reduzido, não nos deixando raciocinar em cima daquilo que é exposto. À opção d cabe a mesma observação do item anterior. Já na alternativa e nada há que possa ser entendido como negativo no que se refere à cultura de imagens.

431) Letra d

Neologismos são termos criados para preencher lacunas na língua. Com o passar do tempo, são incorporados ao idioma, sendo registrados pelos dicionários. O enunciado diz que os vocábulos imagética visivos aparecem há pouco nos dicionários. Deduz-se, então, que são neologismos (se não, estariam lá há muito tempo) já reconhecidos oficialmente (pelos dicionários).

432) Letra a

A resposta se encontra, nítida, no primeiro período da resposta dada pelo entrevistado.

433) Letra a

Questão de semântica. Na frase da letra a, deveria ter sido usada a palavra mandato, poder político passado pelo povo por meio de uma eleição. Mandado é ordem judicial. Nas outras opções, temos, respectivamente: imersos: mergulhados (emersos: que vieram à tona); cosidas: costuradas (cozidas: cozinhadas); imorais: que atentam contra a moral (amorais: que não têm o senso da moral); despercebidos: sem ser percebidos (desapercebidos:desprevenidos).

434) Letra b

O autor estava falando sobre meios publicitários. Assim, pintura desenho, apenas artes, devem ser eliminados. Dessa maneira, a resposta fica sendo a letra b, pois os três elementos se prestam à publicidade, sendo chamados pelo autor de visivos.

435) Letra b

Se Bill Gates propõe uma sociedade sem papel, não poderia usar um livro, que é papel, para dar essa mensagem. Ele se contradisse, pois deveria ter usado o computador.

436) Letra c

A opção a se encontra justificada nas linhas 6 e 7. O conteúdo da alternativa b pode ser conferido nas linhas 9 e 10. Confira o que diz a letra d, nas linhas 14 e 15. Quanto à letra e, pode-se dizer que o texto, em sua interpretação global, leva a tal conclusão. A própria contradição de Bill Gates justifica a impossibilidade de uma sociedade sem papel. Já a opção c não tem qualquer apoio no texto, o qual afirma que “a palavra escrita é, mais do que nunca, a nossa principal ferramenta para compreender o mundo”. Principal, não única.

Texto LXIV

437) Letra d

Esta questão é de interpretação e de gramática. A opção a é evidente, mas precisa do que se diz no primeiro período do texto: “por um advogado desonesto”. A alternativa b é correta, uma vez que o conectivo como indica o modo de se precaver de advogados desonestos. A letra c é perfeita pois a palavra se está indeterminando o sujeito. A alternativa d está errada, por isso é o gabarito, pois os advérbios (como é um advérbio interrogativo de causa) atraem obrigatoriamente os pronomes átonos, estando correta a colocação pronominal do título. A letra e está correta pois o infinitivo é pessoal e se encontra na terceira pessoa.

438) Letra e

Questão totalmente de gramática. A 3a pessoa do singular do imperativo afirmativo é emprestada do presente do subjuntivo. Por exemplo: cante, cantes, cante, cantemos, canteis, cantem; assim, o imperativo de terceira pessoa serácante (você). O verbo precaver-se, que é defectivo, não se conjuga no presente do subjuntivo, logo não tem as formas correspondentes do imperativo.

439) Letra b

A finalidade do imperativo é dar uma ordem, um conselho, um pedido mais veemente etc. O mais comum é usá-lo para mandar, dar ordens a alguém. No texto, até em função da temática, o que a revista faz é aconselhar o leitor.

440) Letra b

A palavra alguns é a chave da questão. Com ela, tem-se a certeza de que existem outros procedimentos que não foram citados. As outras alternativas são descabidas, com exceção da última. Mesmo assim, não há por que errar a questão, pois se a revista publica o texto, só pode ser para dar aos leitores condições de se defenderem dos maus advogados.

441) Letra c

A resposta é evidente. Não é possível corresponde a não há possibilidade. Posse, embora tenha o mesmo radical de possível, mudaria o sentido da expressão, se fosse usada.

442) Letra a

Questão de coesão textual. É só voltar ao texto com atenção para acertar. Não é obrigatório segui-la corresponde aNão é obrigatório seguir a tabela; registre-o no cartório eqüivale a registre o contrato no cartório. Diz-se então que os referentes de la o são, respectivamente, tabela contrato.

443) Letra d

É uma questão de conhecimento de vocabulário. Bimestral é relativo a dois meses e quer dizer, precisamente, o que ocorre de dois em dois meses, a cada bimestre. Não confunda com bimensal, que se refere ao que ocorre duas vezes no mesmo mês.

444) Letra b

Não é fácil entender o enunciado. A questão pede a relação que existe entre as palavras e e ou, que aparecem ligadas por uma barra. No final do texto, temos “dar quitação e/ou receber valores”. O que se quer dizer é dar quitação e receber valores dar quitação ou receber valores, sendo válidas as duas coisas. Assim, a barra existente entre e e ou indica uma adição.

Texto LXV

445) Letra d

A resposta se encontra bem clara no trecho: “…bebês que dormem com a luz acesa têm três a cinco vezes mais possibilidades de sofrer de miopia…”Na verdade, esse é o tema do texto.

446) Letra b

A revista publicou a conclusão de uma pesquisa feita pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos (/. 7/8). A pesquisa já havia sido divulgada pela revista inglesa Nature (/. 4). Assim, a resposta só pode ser a opção b.

447) Letra e

De acordo com é uma locução prepositiva que indica conformidade. A palavra que pode substituí-la sem prejuízo de sentido é conforme, que, nesse caso, é uma preposição acidental.

448) Letra c

Questão de conhecimento de vocabulário. Fisiológico é um adjetivo que se refere ao estudo das funções orgânicas. Para músculos, temos o adjetivo miológico.

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